Algum tempo depois de ter escrito isso, percebi o quanto era exagerada uma frase lá no fim.
Classificação: Livre
Gênero: Yuri, amigas de infância, amizade, romance.
Um pequeno conto de fadas
Era uma vez, duas garotinhas que se conheceram numa festa muito chata. Ambas eram muito inteligentes, mas uma gostava de desenhar e era muito criativa, a outra gostava de conversar e tinha um bom gênio pra lidar com pessoas.
Quando começaram a deixar de ser pequenininhas, a desenhista ser tornou uma “arrasa corações”, pois sempre dava um ‘fora’ em um garoto. E a simpática tagarela ficou conhecida como “dama da noite”, pois ela conseguia todos os garotos que desejava e nunca estava sem a companhia de um.
Amigas desde a tal festa entediante, elas estudavam em escolas diferentes. Sendo que a desenhista era um ano mais velha que a simpática amiga. Bem, ninguém entedia por que a desenhista dispensava desesperadamente os garotos aspirantes a namorados. O fato é que ela sentia algo diferente pela amiga, algo que nessa época não compreendia e por isso mantinha segredo. Mas isso não a impedia de ficar com alguns garotos e curtir as noites em sua cidade. Afinal uma garota bonita, alta, com cabelos cor de mel, olhos verdes como o mar e com boas proporções nunca conseguiria a façanha de ficar sozinha em uma balada. Já a simpatia em pessoa estava sempre trocando de namorado. Pois nunca estava satisfeita, ela procurava algo naqueles garotos que nem ela sabia o que era. Todos toleravam tais atitudes pois uma garota de estatura média, com o mais alto nível de beleza e cabelos com cachinhos naturais perfeitos, que a fazia parecer um boneca de porcelana, a mais desejável de todos os tempos, merecia algo que estivesse a sua altura. Por isso trocar de namorado era aceitável aos olhos dos outros.
Na época da faculdade elas combinaram que morariam juntas, num apartamento talvez. Em seu primeiro ano de universidade, a desenhista, que cursava desenho gráfico com especialização em quadrinhos, ficou em casa de parentes até sua querida amiga também começar a cursar uma faculdade. Quando isso aconteceu, elas escolheram um amplo apartamento. Para que ambas tivessem seu próprio espaço, o “apê” tinha três quartos, sendo um suíte. O primeiro para uma, o segundo para outra e o terceiro para visitas. E foi nessa época que “a coisa” aconteceu.
Nos primeiros dias no apartamento, para economizar tempo e espaço elas dormiram juntas. Mas mesmo depois de cada um ter seu quarto, a simpática garota dos cachinhos insistia em dormir com a amiga. Então, a desenhista fez o seguinte acordo: ela dormiria com a amiga, no quarto da mesma, mas quando uma das duas levasse um namorado, ou qualquer coisa do tipo, elas dormiriam em seus respectivos quartos. O mesmo valeria para família. Acordo feito. A vida seguia, mas nenhuma das duas gostava que a outra levasse um desses namorados relâmpago de faculdade para o quarto. Elas não dormiam pensando uma na outra.
Certa noite, a desenhista não conseguia dormir, pois daquela vez a amiga a abraçava de um jeito que a fazia se sentir estranha. Seus corpos estavam colados e os rostos quase, as pernas estavam umas entre as outras. Uma em frente a outra, a simpática garota não deixava a amiga escapar. Até que ela sussurrou o que parecia ser o nome da amiga, que inconscientemente, a beijou ternamente. Quando tomou consciência de seu ato, o beijo estava sendo correspondido. Subitamente, a outra parou e se virou, libertando a amiga, mas deixando-a com gosto de quero mais. Nessa hora a desenhista tomou sua decisão, ia contar a verdade a amiga e sabia como, mas levaria um certo tempo. No dia seguinte, ela arranjou um estágio, o que começou a tomar quase todo tempo que tinha livre e que geralmente passava com a amiga. Ela passava várias noites fora de casa e voltava cansada, quase sempre levava um amigo para passar a noite no apartamento. Tudo isso fez com que a garota dos cachinhos diminuísse seus contatos físicos com a amiga, o que a deixava inquieta.
No dia em que a simpática garota não aguentou pois já faziam três dias que não dormia direito, por que a amiga desenhista dormia pela terceira vez seguida fora. A desenhista chegou cedo no apartamento com uma feição satisfeita e cansada. Depois que a garota dos cachinhos deu um sermão na amiga e meio encabulada disse que estava com saudades, ganhou um longo abraço e sentiu que este era diferente dos outros. A desenhista disse que tinha uma surpresa para a amiga. Foi até a bolsa e tirou um maço de folhas de lá. Falou com estas palavras: “Aqui está, como prometi. É o meu primeiro mangá e você será a primeira a ler. Se aprovar, gostaria que assinasse essa autorização, pois você é bem citada nesta estória.”. A outra abriu um grande sorriso e se apressou em ler o trabalho da amiga. Logo percebeu que se tratava da histórias das duas. Descobriu o pensamento da amiga sobre algumas situações e que o sonho que tivera em que beijava a amiga acontecera de verdade. Mas o que mais lhe causou impacto foram as cenas finas em que a amiga previra cada reação que tivera. Principalmente quando leu a seguinte declaração, nas páginas finais:
“Minha querida bonequinha de porcelana, não sabia como lhe dizer isso, e ainda não sei, mas a muito algo tem pesado no meu coração e se eu não o falar posso acabar morrendo. O fato é: eu te amo. Gosto de cada centímetro seu. E sou loucamente apaixonada por tudo que você é. Portanto compreenderei se nunca mais quiser me ver.”
De alguma forma ela já sabia disso, mas não deixou de ficar paralisada com tal sinceridade. Muitos pensamentos vinham a mente, mas só perguntou onde assinava. Enquanto se recompunha, a simpática jovem conversava com a amiga, que estava meio despontada por não ter obtido uma resposta, sentada ao sofá. Sorrateiramente ela foi chegando perto da desenhista. Quando a fez deitar, ‘a dos cachinhos dourados deitou em cima da amiga, mantendo-a entre as pernas. Fitando-a nos olhos disse : “Belas palavras, mas falta uma coisa.”. “Quê?”. “Isso.”. E a garota, mais simpática que nunca, beijou fervorosamente a que se encontrava bem abaixo de si. A desenhista não precisou de mais nada para saber que seu sentimento era recíproco. Pois aquele ato era prova suficiente disso. E o que fizeram depois, mais ainda.
E elas viveram felizes para sempre...............................?
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