quarta-feira, 8 de maio de 2013

[Original - Em capítulos] Foi engano | Segredo revelado, a grande confusão e a surpresa (8/8)


Finalizando mais um conto o/ Devo ter demorado uns bons dois anos para terminar esse conto, mas não lembro exatamente. Só sei que demorei e que postava capítulos bem curtinhos. 

Foi engano

Segredo revelado, A grande confusão e a surpresa

A vida seguia como um sonho para Catherine e Lúcia. Quando Catherine não ia para a cidadezinha de Lúcia ficar na calmaria e ir a praia, Lúcia ia para a cidade grande de Catherine para sair a noite e fingir que viraram melhores amigas depois do filme.
O segredo do relacionamento entre ela era notável. Na frente dos outros elas agiam cm se fossem amigas íntimas, comentavam cm alguma cara era bonito e quando começavam a perguntar sobre namorados, elas negavam que tivessem um e desconversavam o assunto. Já estavam nesta situação a dois meses quando algo estranho aconteceu.

Era um final de semana cheio de compromissos para Catherine, mas ela os cancelou para ficar com Lúcia. Os parentes de Lúcia já estavam acostumados com aquela pessoa que consideravam uma celebridade em sua casa. Chegaram até a comprar uma cama maior para Lúcia, afim de Catherine não mais dormir no chão. Já fazia duas semanas que elas não se viam, portanto precisavam de um tempo sozinhas. Catherine chegou à casa comentando sobre o show de uma banda famosa. Todos demonstraram interesse pelo evento, mas lamentaram não poder ir. Sem querer, querendo, Catherine comenta que comprara um camarote para todos os dias do show. Na maior 'cara de pau' o pai de Lúcia pergunta se eles poderiam ir, mas ele sabia que Catherine nunca lhes negou uma coisa. Ele só não sabia o motivo e isso não lhe passava pela cabeça. Ficou combinado que eles iriam naquele dia e que Lúcia e Catherine iriam no dia seguinte. Sem se preocupar com nada, aqueles parentes foram ver o show.
- É, estamos sozinhas. - Disse Lúcia assim que todos saíram.
- Pois é, o que sugere que façamos? - Perguntou Catherine, abraçando Lúcia.
- Hum, vamos ver um filme! - falou Lúcia animada dando um beijo na outra.
- Ótima ideia! Tudo bem se você for pegar o filme sozinha? Eu preciso de um banho. - Perguntou Catherine.
- Claro! Vai ser melhor assim. Vão ficar e assediando na locadora e, além de eu ficar com ciúmes, não nos deixariam escolher um filme. - Comentou Lúcia, soltando Catherine.
- É verdade. - Concordou Catherine dirigindo-se a porta do quarto. - haha, você com ciúmes de mim. - comentou, parou a porta e desabotoou a blusa, deixando a mostra um sutiã preto num corpo um pouco moreno de sol. Lúcia corou.
- Não posso ficar com ciúmes, não? - protestou enrubescida - Esses cara fanáticos vem querendo tirar um 'pedaço" de você! Eu já escutei cada coisa...!
- hehe, claro que pode. - disse voltando a Lúcia - Mas eles nunca terão o que você sempre terá. Eu! - Ao dizer isso, Catherine, que já tinha deixado a blusa para tras, abraçou Lúcia e a beijou intensamente.
- Agora vai! Antes que eu desista de tomar banho. E vê se aluga um filme legal. - Continuou Catherine.

Ainda distraída, Lúcia saiu. Do portão ela escutou o som do chuveiro, o que fez sua imaginação brincar com certas memórias. Na locadora, Lúcia ficou na dúvida entre alguns filmes. Para não demorar, ela decidiu alugar todos para na hora decidirem o que ver. O atendente agradeceu e informou que Lúcia só devolveria os filmes dali a três dias. Lúcia voltou contente para casa. A ideia de passar o fim de semana com Catherine a alegrava. Já que para ela, aquele tempo que ficou sem vê-la pareceu uma eternidade. Ao chegar em casa, Lúcia reparou que o silencio reinava. Dirigiu-se ao quarto, encontrou Catherine na cama de olhos fechados. Lúcia estava demorando a se acostumar com o novo corte de cabelo a sua amada, que estava com a metade do tamanho de quando elas se conheceram. Já Lúcia deixara o cabelo crescer, e este estava abaixo dos ombros. Ela caminhou lentamente até a cama e deitou-se ao lado de Catherine. Alguns minutos após sentir que, provavelmente, Lúcia segurara sua mão, Catherine resolveu falar:
- Lú, lembra-se do dia em que "ganhamos" esta cama? - Perguntou baixinho abrindo os olhos.
- Se lembro! Foi um ótimo dia. - Respondeu Lúcia animada.
- Quando voltamos de viagem, a que fizemos após a estreia do filme, lá estava ela. Parece que estavam adivinhando que iríamos precisar de mais espaço.
- É. Levei o maior susto quando entrei no quarto. Até perguntei para os meus pais se ele haviam se mudado para o meu quarto!
- E no momento que eles disseram que era por minha causa, até me senti importante!
- Mas você é! Principalmente pra mim. Para os meus pais, você é mais importante que eu.
- Você acha? Eu não sei... Falando neles, eles quase nos descobriram umas três vezes.
- É verdade! Uma vez no banho, outra vez na cama e a última vez... - A essa altura já se olhavam intensamente.
- Embaixo da cama! - Disseram as duas ao mesmo tempo.
- Sim, levamos um susto e você bateu a cabeça. - Lembrou Lúcia.
- Verdade. Mas eu gostava da outra cama. Nós podíamos dormir juntinhas. Eu gostava, mesmo antes do filme.
- Eu também. O chato era que você tinha que voltar para sua cama antes de todos acordarem.
- Mas valia o sacrifício. Ainda vale, por que dormir na mesma cama que você e não te agarrar é um sacrifício.
- Hahaha! Às vezes não consigo dormir por causa disso... - Depois de dizer isso, Lúcia ficou sem graça para disfarçar, então beijou Catherine.
- Hm E o filme? Qual você escolheu? - Perguntou Catherine, mudando de assunto.
- Fiquei na dúvida entre três.
- Ótimo! Vamos assistir de acordo com a preferência do "público".
- Haha O que o "público" quer ver primeiro?
- Hm....

No Primeiro filme, elas se esparramaram no tapete, onde Lúcia se acomodou entre as pernas de Catherine. No segundo, Catherine deitou a cabeça na perna da Lúcia. No terceiro, elas acabaram dormindo abraçadas antes do filme terminar. Quando acordaram, já era tarde, mas os parentes de Lúcia ainda não haviam chegado. Sonolentamente, dirigiram-se para o quarto, mas depois que deitaram na cama, acordaram por completo. Elas se olharam, mas não trocaram uma só palavra, pois uma já sabia o que a outra estava pensando. Estava tudo escuro, ainda assim elas conseguiam se ver. Tocaram-se. Beijaram-se. Abraçaram-se. Catherine começou a acariciar o corpo de Lúcia, que soltou um gemido. Ela sempre gemia, não conseguia se segurar e Catherine adorava isso. Porém Lúcia também adorava os gemidos que Catherine soltava instintivamente, isso a deixava mais excitada e a fazia não querer parar. Já estavam na cama há muito tempo e sem perder o animo, quando escutaram som de carro. Eram os parentes chagando. Continuaram sem fazer barulho. Na hora em que a mãe de Lúcia fora no quarto ver se elas estavam dormindo direitinho, encontrou tudo no conformes, Catherine para um lado, Lúcia para o outro, pareciam até que tinham brigado. As duas voltaram a se beijar e a carícias recomeçaram. Uma hora após a casa voltar a ficar silenciosa, uma pessoa sonolentamente caminha pelo corredor, desce as escadas, acende a luz do corredor do primeiro andar e abre uma porta. Ela viu uma cena que nunca em sua vida imaginara, Lúcia nua em cima de Catherine, esta com um seio da primeira na boca, fazendo não sabia o quê. As duas se assustaram, ela fechou a porta. Mas resolveu abri-la novamente. Encontrou duas moças dormindo tranquilamente. No dia seguinte, no café da manhã, com todos à mesa...
- Nossa! Tive um sonho muito estranho esta noite. - Comentou a mãe.
- É mesmo? Que tipo de sonho? - Perguntou Lúcia, curiosa e tentando não parecer nervosa.
- Olha que coisa horrível: sonhei que você e Catherine estavam transando, se é que duas garotas podem fazer isso, no quarto enquanto todos nós dormíamos. Vê se pode. Só coisa da minha imaginação mesmo. - Respondeu a pergunta de Lúcia, deixando-a ligeiramente aliviada.
- Realmente, senhora, que sonho, heim? A Lúcia é minha amiga e, primeiro, nunca faria uma coisa dessas e , segundo, amigas não transam. Não concorda? - Disse Catherine tentando descontrair o ambiente que ficara meio tenso.
- É verdade. Foi só um sonho sem sentido. - Concordou a mãe.
- Um sonho idiota... - Sussurrou Lúcia para si mesma, tentando entender que se livrara de mais uma confusão que aconteceria se elas fossem descobertas.
- Mas, então, como foi o show? - Perguntou Catherine, mudando de assunto.
- O show foi ótimo! - Respondeu o pai.
- É! Foi muito bom mesmo. Vocês deveriam ir. - Disse a irmã.
- Que bom! Estava com receio de que o show não fosse bom. Já que a senhorita está recomendando, o que você acha, Lú? - Comentou Catherine e, por fim, perguntou a Lúcia.
- Sim. Seria ótimo! Se não me engano, hoje ainda tem DJs após o show. - Acrescentou Lúcia.
- Perfeito! já faz um tempo que não escuto um bom DJ! - Animou-se Catherine. - Se ficarmos para o DJ, teremos quer passar a noite em um hotel... - Disse pensativa. - Tem algum problema?
- Nenhum problema. - Respondeu o pai de Lúcia.
- Ótimo! - Catherine animou-se mais ainda.

Elas arrumaram uma pequena bolsa e foram de táxi até a cidade do show. Lá procuraram um hotel para passar a noite antes de irem para o show. Para não chamar atenção, pediram um quarto com duas camas. Tomaram um banho como a muito não tomavam, juntas. Lúcia finalmente pode ter seus desejos do dia anterior atendidos. Tomaram um táxi para a casa de eventos onde se realizaria o show. O lugar já estava lotado. Eles eram bem famosos. Mas Catherine e Lúcia também eram. Assim que elas desceram do táxi, flashes e mais flashes voltaram-se para seus rostos, elas sentiram cada centímetro de seus corpos serem escaneados por aquelas máquinas chamadas câmeras. Sentiram-se incomodadas. Assim que entraram na casa, a situação melhorou, era proibido câmeras. O show era realmente muito bom. Havia música de todos os tipos, dançante, parada, romântica e por aí ia. Nessa última, elas procuram comer algo, pediam mais uma bebida, iam ao toilet. Era muito perigoso dançar essas músicas, poderia lhes custar um precioso segredo. Mas em uma dessas músicas românticas, Catherine não se sentiu bem e foi ao toilet, Lúcia, vendo que sua amada não estava bem, foi atrás. Lá, Catherine lavou o rosto e disse que estava tudo bem. Mas ao sair, a mesma tropeça na elevação do chão a porta. Antes de ir ao chão, Lúcia a segura. Seus rostos se aproximam, a música lenta forma um clima, elas pensam que estão todos ocupados demais para vê-las, já que estão em um lugar razoavelmente discreto para serem vistas, e se beijam. Em menos de meio minuto, a música para e elas se soltam bruscamente. Olham para os lados não viram nada. Aí, sai uma mulher do banheiro, elas congelam, mas percebem que a mulher está tão bêbada, que mesmo que visse não estaria em condições de delatá-las. Ficaram aliviadas. A noite seguiu sem grandes acontecimentos. Já era quase de manhã quando pegaram um táxi de volta para o hotel. Dormiram até acordarem, sem interrupções.

Na recepção, perceberam que os olhares para si eram constantes mais que o normal. Acharam aquilo muito estranho. Pagaram a conta e saíram em direção ao ponto de táxi. Na rua perceberam os olhares novamente. Ao pararem num banca de jornal, descobriram o motivo da atmosfera esquisita. Congelaram instantaneamente. Não era só uma, mas todas as revistas de fofoca estavam com a foto de Lúcia e Catherine se beijando. Em uma capa estava escrito "Segredo revelado! Atrizes que fizeram filme gay são flagradas se beijando!", em outra estava " Flagra! As atrizes mais faladas do momento são namoradas!" e assim seguia. Ficaram pasmas e envergonhadas, elas queriam esconder isso pelo menos por mais um ano. Surpreendentemente, a atendente da banca comentou com um sorriso: " meus parabéns, finalmente". Elas agradeceram e seguiram para o táxi. O problema agora era enfrentar a família de Lúcia.
Mal entraram no taxi, o celular de Catherine tocou. Lúcia reparou que ela ficara um pouco pálida.
- Alô? hmmmm você... O que quer? - Perguntou Catherine rispidamente. - Sei.... Tudo bem. Estamos indo. - Senhor, vamos mudar a direção. - Anunciou. - Leve-nos para ... - Catherine falou o nome de uma rua que Lúcia nunca ouvira falar.
- Cat, onde...
- Nós vamos visitar meus pais. - Informou Catherine friamente.
- O quê?! - Lúcia se espantou, mas ao mesmo tempo ficara aterrorizada. Catherine nunca falara dos pais.
- É isso mesmo. Era meu pai ao celular. Ele e 'ela' querem te conhecer. Prometo que não vai demorar. - Disse Catherine segurando a mão de Lúcia.
- Mas tão de repente, eu nem sei o que dizer.
- Não diga nada. Deixa que eu falo. Quando os ver, irá entender.
- Tudo bem então. - Nenhuma palavra a mais foi dita depois disso. Lúcia começou a perceber que as casas humildes eram deixadas para tras e começavam a dar lugar a mansões e prédios luxuosos, cada um maior que o outro. E o taxímetro, rodando em bandeira dois, aumentava freneticamente os números. Quando o táxi entrou em um condomínio, Lúcia ficou estarrecida com a grandiosidade do local. As casas eram tão grandes quanto as que vira pelo caminho. O táxi parou em uma casa igualmente enorme. Catherine pagou o taxista e pediu que as esperasse, pois não ia demorar. Ambas desceram. Respiraram fundo, Catherine pareceu suspirar. Uma moça jovem saiu de dentro da casa e seguiu em direção as duas. Assim que colocou os olhos em Catherine, os mesmos brilharam.
- Senhoritas, por aqui. Já estão a sua espera. - E a moça deu as costas e começou a andar de volta para a casa. Lúcia se viu numa sala ampla, com decoração delicada. Um casal estava sentado no sofá. Seus traços realmente lembravam Catherine. Lúcia nunca parara para pensar se sua amada tinha pais.
- Vocês demoraram. - Reclamou a mulher.
- Nós estávamos do outro lado da cidade. - Respondeu Catherine. - O que querem? Digam logo. - O tom fora ameaçador. Até Lúcia se assustou.
- Ora, nós queremos conhecer a namorada da nossa querida filhinha. Não podemos? - Disse o homem.
- Ah...! É só isso? - Catherine andou até Lúcia, abraçou-a por trás e continuou. - Essa é Lúcia, minha namorada. - Disse dando um beijo na bochecha. - Mas estou pensando seriamente em esposá-la. - Os olhos do casal pareceram saltar das órbitas. Lúcia igualmente se espantara, mas não deixou transparecer.
- M...Muito prazer. - Disse Lúcia tímida.
- O prazer é nosso. - Respondeu a mulher. Os três estavam se recompondo da notícia inesperada. Lúcia tentava não ficar vermelha e não abrir um sorriso de orelha a orelha.
- Minha filha, é que faz tanto tempo que não nos vemos. Sentimos sua falta. - Falou o homem.
- Minha falta? Ou falta do dinheiro que ganho? - Os dois engasgaram com algo.
- Sua falta.
- Sim! Minha falta, principalmente depois do filme! - Vociferou Catherine, soltando Lúcia. - Vocês não tem vergonha, não? Depois de tudo que fizeram, ainda têm a cara de pau de dizer que sentem MINHA falta! - Lúcia estava cada vez mais confusa. Ela sabia que havia acontecido alguma coisa no passado de Catherine, principalmente após o incidente do elevador. Mas ainda não tivera coragem para perguntar. Achava que talvez não devesse.
- Mas é verdade. O que vem com você é só um adicional. - Disse a mulher.
- Eu sabia! Agora que já conhecem a Lúcia, vamos nos retirar. Com licença. - Catherine pegou Lúcia pela mão e saiu.
- Mas...! - Tentou continuar o homem, mas Catherine já havia saído com Lúcia.
- Lú, desculpe pelo transtorno. - Pediu Catherine, já do lado de fora da casa.
- Tudo bem. Pelo menos entendi um pouco do que você quis dizer no táxi. - respondeu Lúcia.
- É, acho que eu te devo uma explicação. Vamos para minha casa. Seus pais ainda não ligaram, não?
- Você não precisa me explicar nada. E eu achei o fato deles ainda não terem ligado muito estranho.
- Eu preciso te contar isso. Já está na hora de você saber. Pode não ser grande coisa, mas é o que aconteceu. - Lúcia estava ficando confusa novamente. - Vamos para o táxi. - E as duas entraram no carro. Catherine anunciou para onde iam. Lúcia não tinha coragem para contestar a decisão de sua amada. Elas foram levadas ao apartamento de Catherine, pois sua localidade era mais próxima que a residência de Lúcia. Algumas horas depois estavam sentandas no confortável sofá do apartamento de Catherine. Esta, sem demora começou a se abrir.

Os pais de Catherine trabalhavam numa grande empresa. O pai estava sempre querendo subir de posto. Quando ela nasceu, eles ainda eram meros operários. Viam a filha como uma pedra no sapato que sem os estavam incomodando em seus planos de enriquecer. Catherine cresceu sozinha e quando os pais tiveram dinheiro contrataram um babá. A criança fazia de tudo para ter carinho e a atenção dos pais, mas isso lhe parecia inútil, elas sempre estavam ocupados demais com o trabalho para lhe dar atenção. Ainda era uma criança quando uma caça talentos a descobriu. Dizia que Catherine era muito talentosa. Ela começou a trabalhar e logo fez sucesso. Toda a renda que ganhava ia para conta de seus pais, e ela não via a cor do dinheiro. Os pais alegavam que criança não precisa de dinheiro, mas não davam um presente sequer a ela. Catherine e sua empresária criaram um vínculo muito forte, a menina considerava sua empresária como mãe. Esta lhe ensinou muitas coisas. Com ela Catherine descobriu que poderia abrir uma conta bancária só para ela, se tivesse autorização de um responsável legal. Quando entrou na adolescência, finamente abrira sua conta, com ajuda de sua "mãe adotiva". Seus pais, que a essa altura já estavam ganhando dinheiro com a empresa e que já estavam promovidos a um alto cargo por terem uma filha famosa, ficaram furiosos, afinal, dinheiro nunca é demais. Um pouco depois do ocorrido ela sofrera um acidente de carro onde a motorista viera a falecer. Infelizmente para ela, a motorista era sua empresária. Ainda estava sentindo a perda de sua "mãe adotiva" quando foi apresentada ao seu novo empresário. Era o cara mais desprezível que conhecera, depois de seu próprio pai. Ela ficou um ano com ele. Quando descobriu que ele a roubava, armou logo um plano para se livrar dele. Sem que ele percebesse, o fez parecer aliciador de menores e para dar um ponto final, um pedófilo com direito a atentado sexual. O assunto virou manchete por alguns meses, o país inteiro ficou escandalizado. Até o processou por pedofilia, mas o dinheiro que ganhara fora para a conta dos pais. Na agencia, ela fez questão de escolher quem seria seu novo agente. Ela escolheu a mulher que seria sua empresária até ter idade suficiente para escolher seus próprios papeis. Essa mulher era aquela que ninguém indicaria, ela acabou se tornando a agente mais solicitada da agencia. Assim que Catherine terminou sua narrativa, o apartamento ficara silencioso por alguns minutos.
- Cat.... - Lúcia chegou mais perto e abraçou sua amada. - Você não precisava se torturar para me contar isso.
- Eu tinha que contar isso para alguém, que fosse, de preferência, especial para mim. Lúcia, eu te amo. Por isso era preciso te contar. - Catherine apertou ainda mais Lúcia.
- Eu te amo também, mas se me contar isso era forçar a si mesma, você não precisav... - Antes que Lúcia pudesse terminar, Catherine a beijara.
- Agora já passou. Viu, não sou tão boazinha como você pensa que sou. - Disse Catherine soltando Lúcia.
- Se você não tivesse passado por tudo isso, nós não teriamos nos conhecido.- Lúcia segurou a mão de sua amada. - Isso é o que importa agora. Como você mesmo disse, é passado. Vamos seguir em frente, isso é o que importa.
- Sim, vamos em frente. Por favor, me ajude a não lembrar mais dessas coisas. - Pediu Catherine. Sem dizer uma palavra Lúcia beijou Catherine. Esta já estava se lembrando de que sua amada sempre entende tudo de uma forma diferente. Elas terminaram de se jogar no sofá e continuaram o ardente beijo. Quando rolaram para trocar de posição, caíram do sofá. Lúcia estava embaixo e quando abriu os olhos viu Catherine a olhando de cima. Elas começaram a rir. - Lú, você está bem?
- Hm.. Estou. Mas vou ficar melhor ainda se você voltar a me beijar. - Catherine deu um sorriso sexy e voltou a beijar Lúcia. Depois foi descendo a boca pelo pescoço, mas percebeu que ainda estavam vestidas. As mãos de Lúcia subiram por dentro da blusa de Catherine, onde encontraram um sutiã. Sentada sobre os quadris de Lúcia, que ainda estava ao chão, começou a abrir os botões da blusa da mesma. Voltou a deslizar a boca pelo pescoço, pela clavícula até chegar no vale entre os seios. Lúcia soltava gemidos surdos. Quando parou, Catherine saiu de cima de Lúcia e deitou ao seu lado, no chão.
- É... você não entende nada direito mesmo, não?
- Hm... Só estou com saudade de você.
- Mas nós nem dormimos direito por causa disso antes de ontem.
- Quem se importa? - Disse Lúcia subindo em Catherine. - Quanto mais te tenho, mais te quero. Ainda não percebeu isso? - Outro sorriso sexy vindo de Catherine e Lúcia a beijou. Benditas sejam as blusas de botão, são tão fáceis de tirar. Mas o sutiã ainda a incomodava. Mas Catherine a ajudou a tira-lo. A calça também era de botão. As mãos de Lúcia começaram a explorar o corpo de Catherine, que soltava gemidos altos o suficiente para ecoar pelo apartamento. Enquanto as mãos trabalhavam, Lúcia beijava Catherine em vários lugares. Depois de um tempo Lúcia parou e olhou para o rosto vermelho e extasiado de Catherine. - O chão está frio... Vamos para outro lugar?
- Vamos para o chuveiro. Temos que voltar para sua casa. Não sabemos o que vai acontecer lá. - Respondeu Catherine tentando se recompor.
- Hm... Você tem razão. - Falou Lúcia baixinho. Ela se levantou e ajudou sua amada a se levantar. Foi difícil resistir a água quente, que servia para aumentar ainda mais a vontade de possuir alguém. É claro que Lúcia e Catherine não resistiram. Terminaram o que haviam começado na sala. Terminaram o banho e ligaram para o táxi. Era visível a preocupação nos rostos das duas. Já era noite quando o táxi parou ao portão de Lúcia. Seus pais não haviam dado sinal de vida durante todo o dia.
Antes de descerem do táxi, o motorista falou:
- As senhoritas são aquelas duas atrizes da revista de hoje, certo? – Catherine e Lúcia se olharam.
- Sim... – Respondeu Catherine desanimada.
- Minha esposa e minha filha são fãs das senhoritas. Poderiam me dar uns autógrafos pra elas?
- Claro. – Lúcia tentou ser simpática. Então o taxista lhe entregou um pedaço de papel, onde ela e Catherine assinaram.
- Muito obrigado! Elas ficarão muito felizes. Ah, espero que as senhoritas possam ser muito felizes juntas.
- Obrigada. – Agradeceram em uníssono e desceram do carro.
Elas estavam encarando o portão. Catherine estava se preparando mentalmente para uma boa discussão. E estava pronta para entrar. Lúcia segurou sua mão.
- Cat... Ainda não quero entrar. Vamos para a pracinha. Quero te contar uma coisa.
- ... Tudo bem. – Catherine ficou confusa. O que mais sua amada poderia lhe contar? Essa foi a primeira pergunta que lhe veio a mente. Ela realmente não sabia o que faria Lúcia adiar por mais alguns minutos um momento decisivo na vida de ambas.
Caminharam de mãos dadas silenciosamente até a pracinha. Aquela que ficava a beira-mar, que Lúcia tanto gostava. Estava deserto, como sempre. Desceram para a areia, onde Lúcia se sentou. Catherine estava assustada, Lúcia nunca agira dessa forma antes. Sentou-se ao lado de sua amada.
- Cat... Eu tenho que te contar isso antes de irmos ver meus pais. – Lúcia parecia triste.
- Você esta me deixando preocupada. O que foi? – Perguntou Catherine tocando em Lúcia, que estremeceu.
- Catherine Van Der Walls, - Catherine se espantou ao ouvir seu nome completo vindo da boca de Lúcia. – eu... eu te odiava com todas as minhas forças.
- O que? – Catherine arregalou os olhos. Não conseguia acreditar no que ouvia. Lúcia soltou um riso forçado.
- Eu te odiava, sem ao menos te conhecer. É incrível o que pais podem fazer a seus filhos...
Catherine estava estarrecida, mas continuou a ouvir Lúcia. Esta começou a contar alguns acontecimentos de sua vida. Ou melhor, sua vida. Lúcia nascera prematura, era pequena e frágil. Ficou na incubadora por dois meses. Logo, soube-se que ela sofria de problemas respiratórios. Ela não fora uma gravidez indesejada, mas seus pais haviam planejado ter apenas dois filhos, suas irmãs, que na época tinham oito e quatro anos. Lúcia estava sempre precisando ir ao hospital para tratamento. E assim se passou três anos. Um médico recomendou atividades físicas para ajudar no tratamento. Apesar da idade, Lúcia passou a ter rotina de adulto. Fazia dois esportes diferentes, cuja frequência era três vezes por semana. Nesse meio tempo, uma garotinha chamada Catherine Van Der Walls começou a fazer sucesso em uma novela. Os pais de Lúcia sempre foram meio influenciados pela televisão. E eles simplesmente se apaixonaram pela atriz mirim. Para infelicidade de Lúcia, eles tentaram fazer dela uma cópia da pequena atriz. Sempre dizendo “Você devia seguir o exemplo dela”, “Vou cortar seu cabelo para ficar igual ao da Catherine”, “Você vai fazer ‘isso’ e ‘aquilo’, porque li na revista que Catherine faz”. Mesmo com pouca idade, Lúcia descobriu o que era não gostar de uma pessoa. Ela sabia muito bem que seus pais queriam que ela fosse outra pessoa. Mas ela sempre obedecia, pois, apesar de tudo, eles eram seus pais e ela os amava. Quando cresceu, descobriu que tal sentimento de desgosto podia ser chamado de ódio, e ela só o sentia por uma pessoa, a tal atriz que tornara sua vida turbulenta. No fim, todas as atividades serviram para torná-la uma pessoa prendada. Ao chegar numa idade em que os pais já não podiam mais decidir o que ela devia fazer. Lúcia, para não os decepcionar, escolheu as atividades que mais lhe agradava e continuou a fazê-las. Seus pais continuaram fanáticos pela atriz e acompanharam toda a vida da garota pela mídia. Quanto às irmãs, sempre podiam fazer o que quisessem, e isso deixava Lúcia mais irritada e triste. Lúcia não foi influenciada pelas coisas que era obrigada a fazer. Tornou-se uma pessoa consciente do que fazia e que desgostava da pessoa que noventa por cento da população do país adorava.

- Cat... Sinto muito... – Lúcia estava quase chorando.
- Lúcia, isso agora não tem mais relevância. Não há motivos para se desculpar. – Catherine disse acariciando o rosto da outra.
- Cat, eu estava muito confusa. Primeiro, conheço alguém pelo celular, segundo, ela tem o mesmo nome que a pessoa que eu mais odiava...
- Que bom que você me deu uma chance. – Interrompeu com um leve sorriso. Que Lúcia retribuiu.
- Mas quando comecei a conversar e a nos conhecer, por telefone, te achei uma pessoa maravilhosa, mesmo com o nome da odiada pessoa. Por fim, nos conhecemos. Você tem idéia do quanto eu fiquei chocada quando descobri que você era a pessoa que eu mais odiava? Só que naquela hora eu não te odiava mais. Eu te abracei, eu realmente entendia o seu motivo por omitir de mim quem era. Mas era engraçado, então ri. Ri por estar abraçando a pessoa que eu mais odiava, por saber coisas sobre ela as quais nunca imaginaria, por... – Lúcia fora interrompida pelos lábios de Catherine que foram tocar os seus.
- Não se martirize. Fico feliz por ter me contado porque seus pais me tratam como se eu fosse uma filha. Agora saberei como tratá-los devidamente. – Esta última frase saiu de forma sombria. – Só pare de chorar, está bem? – Lúcia beijou Catherine profundamente.
- Está bem. Vamos lá enfrentar aqueles fanáticos. – Um sorriso malicioso se formou na boca de Catherine.

Elas se levantaram e seguiram para casa de Lúcia em silencio. Já era tarde da noite e, ainda assim nenhuma ligação dos pais da menor. Pararam novamente em frente ao portão e o observaram por alguns segundos. Entraram. Estava tudo normal. Passaram pela cozinha, vazio. Mas quando chegaram à sala, encontraram a todos. Pai, mãe, irmãs e algumas tias.
- Eu sabia que vocês demorariam. – Disse o pai.
- Eu não te disse que você poderia fazer qualquer coisa, desde que não ficássemos sabendo? – Continuou a mãe, como se estivesse tudo ensaiado.
- ... Sim... – Lúcia não conseguia responder aos pais. Até hoje não entendera como conseguira fazer apenas os cursos que gostava. Catherine ficou observando, era como se ela não estivesse ali.
- Como vocês conseguiram ser tão descuidadas?! – Uma das irmãs disse. Mas parecia estar se divertindo com a situação.
- Você devia ao menos ter me contado. – Disse a outra irmã, a mais velha. Apesar da grande diferença de idades entre elas, Lúcia se dava melhor com ela. – Tudo bem, eu te perdôo, pois estava em uma viagem de negócios. – Ela chegou a Lúcia e a abraçou. E disse em seu ouvido, para que só ela ouvisse. – Que bom que você finalmente conseguiu mostrar isso para todos. Vou te amar sempre, irmãzinha, não importa o caminho que escolher. Qualquer problema pode vir a mim. – Lúcia continuava confusa com toda aquela calmaria. Sua irmã a soltou e foi até Catherine, abraçou-a e disse algo em seu ouvido que Lúcia não fora capaz de escutar. Em seguida, subiu as escadas para algum lugar da casa.
- O que está acontecendo aqui?! – Lúcia parecia estar começando a entender o que se passava ali.
- Como você é devagar, irmãzinha. – Disse a irmã que ficara. – Você ainda não percebeu que todo mundo já sabia?
- ...
- É como eu disse. – Retomou a mãe. - Você pode fazer o que quiser, contanto que eu não descubra as coisas que me desagradam. – Continuou num tom assustador.
- Mas.... Quando....? – Lúcia estava ficando cada vez mais confusa.
- O filme. – Falou a voz grave do pai.
- Mas no filme nós não...
- Podiam não estar, mas percebemos o que aconteceria. – A mãe cuidou de complementar a resposta.
- Se isso fosse trazer Catherine Van Der Walls para perto de nós, estávamos dispostos a aceitar, mesmo não sendo do nosso agrado. – Era como se o pai e a mãe estivessem ensaiado o discurso.
- Além do mais, você não veio nos contar, então achamos que não fosse nada sério.
- Mas então por que compraram aquela cama? – Lúcia parecia indignada. Catherine estava começando a achar que aqueles pais eram piores que os seus.
- Por que não queríamos ver Catherine dormindo no chão. – Respondeu a mãe como se fosse uma coisa muito banal.
- Eu nunca me importei em dormir no chão. – Interveio Catherine.
- Já chega! Não agüento mais isso! – Lúcia finalmente explodiu. - Digam logo o que querem!
- Nós não queremos... Nós só achamos que você deveria ter um... – A mãe recomeçou a falar, mas fora interrompida.
- Vamos parar com isso, está bem? Sei muito bem o que vai dizer. – Catherine elevou a voz, estava ficando furiosa com toda aquela enrolação. – Vocês acham que ela deveria ter arranjado um homem. E para quê? – Todos os olhos se arregalaram, incluindo o de Lúcia. Agora pareceram ter percebido a presença de Catherine. – Sabe, eu acho que ela até tentou, mas tenho certeza de que vocês os comparavam com os MEUS namorados! Para quê isso agora, heim? Não estão satisfeitos por ME ter na família?
- Não é bem assim... – Tentou desmentir o pai. Mas era a verdade. Catherine tinha tocado num assunto delicado, o qual não se era permitido falar.
- Sei... – Era evidente o desprezo na voz de Catherine.
- Claro que estamos satisfeitos, mas não precisava cair de amores pela Lúcia. – Disse o pai sem emoção na voz. Lúcia estava se sentindo traída.
- Mas aconteceu. E vocês ainda dizem nas entrelinhas que ela não deve seguir o coração?! Estou decepcionada. – Catherine recuperou o controle. – Depois que esta discussão terminar vou me assegurar de não vir mais aqui.
- Só que agora o país inteiro já sabe e... – Continuou o pai, mas foi surpreendentemente interrompido por Lúcia.
- Para! Não vou aguentar ficar aqui nem mais um minuto! – Lúcia berrou, para o espanto de todos. – Vou sair daqui agora! Não me impeçam! – Ela saiu enfurecida em direção a seu quarto.
- E eu achava que meus pais eram os piores... – Disse Catherine com tom de desprezo e foi atrás de Lúcia. As pessoas que estavam na sala ficaram confusas. Ao chegar ao quarto, Catherine viu Lúcia colocando alguns de seus pertences numa mala grande. – Tem certeza que quer fazer isso?
- Tenho. Eles são meus pais, mas não podem me tratar dessa forma! – Lúcia agora socava a mala para poder fechá-la. Depois que conseguiu, virou-se para Catherine. – Cat, se eu ficar, não vou aguentar.
- Eu sei. – Catherine abraçou Lúcia gentilmente. – Já guardou tudo?
- Tudo que preciso por agora. Vamos embora? Importa-se se eu a fizer vir aqui pegar as coisas restantes, isso se “eles” deixarem?
- Nem um pouco. – Respondeu com um sorriso que acalmou Lúcia. Esta saiu dos braços da amada, pegou sua mala e saiu. Catherine a seguiu. Ao passar pela sala a mãe berrou.
- Se você sair por aquela porta com esta mala, não volte mais!
- Vou fazer ela se lembrar disso. – Catherine disse em tom de ameaça.
- E você acabou de perder fans!
- Que ótimo! Porque fans como você não ajudam em nada. – Todos se espantaram com a resposta. – Não vai fazer falta. – Enquanto todos estavam estarrecidos com a resposta de Catherine, elas aproveitaram para sair. Como ainda não haviam chamado o táxi, foram para a pracinha. De lá Catherine ligou para a central pedindo um táxi. Quando este chegou, foram para o hotel que a atriz se hospedava antes de conhecer Lúcia.

Lúcia passara os últimos dois dias trancada em seu quarto luxuoso, um quarto que dividia com Catherine. Elas queriam ficar em quartos separados, mas a recepcionista insistiu tanto para que ficassem no mesmo quarto que acabaram aceitando. Contrariando sua palavra pela primeira e última vez, Catherine foi à casa dos pais de Lúcia pegar as coisas que restavam. Zangados, eles deixaram Catherine levar tudo que era de Lúcia. Na manhã do terceiro dia, Lúcia decidiu ir para a escola. Sim, ela ainda estudava, mas faltava pouco para terminar, cerca de dois meses. Catherine foi junto, alegando ter que resolver um assunto por lá. Já estavam no meio do pátio vazio, o horário de aula havia começado cerca de vinte minutos, quando foram paradas por uma voz.
- Cat?! Ai, eu não acredito que seja você! – Era uma voz feminina muito bela e estava empolgada. Lúcia achou o rosto conhecido e também o fato da garota ter abordado tão intimamente Catherine.
- Lara! Há quanto tempo. – Catherine reconheceu a jovem. – Como tem passado?
- Bem. E estou trabalhando num ‘projeto’. – Respondeu Lara piscando um olho e dando um sorrisinho malicioso.
- Lara! Você é surda ou o quê? Pedi pra me esperar. – Neste momento, a dona da voz chegara. Era uma garota um pouco mais alta que a que falava com Catherine, possuía cabelos ondulados até o pescoço e alguns piercings. Lúcia reconhecera a voz. – Lú!!! Como você tá, mulher?! Já estava preocupada, ‘cê não aparece desde segunda. Ia ligar pra tua casa hoje!
- Pam. Vou melhorar, obrigada. - Lúcia ficou um pouco melhor ao saber que tinha uma amiga tão boa.
- Qualquer coisa to aí. – Disse Pam animada. Parou e, finalmente, reparou em Catherine. – Você é..... Acho que já te vi em algum lugar...
- Catherine. Já deve ter me visto em alguma novela...
- Em novela... Acho impossível! Odeio novela.
- Filme...?! – Catherine ficou meio espantada ao ouvir que alguém não gostava de novelas, mas lembrou que sua amada também não as assistia.
- Hm... Talvez. – Pam parou de novo. Refletiu. – Ah! Você é aquela que fez o filme com a Lú. Já ouvi muito sobre você, principalmente pela Lú.
- Você não perde a mania de deixar as pessoas vermelhas! – Lara falou ao perceber que tanto Catherine quanto Lúcia ficaram vermelhas. Em seguida as quatro começaram a rir.
- Pelo visto está conseguindo conciliar a carreira de cantora com os estudos aqui. – Comentou Catherine para Lara. Assim todas pararam de rir.
- Sim. E está sendo maravilhoso. – Lara respondeu olhando discretamente para o lado.
- Hum... Entendo. – Disse Catherine com um sorriso.
- Lara... De onde você conhece a Catherine? – Pam quis saber.
- Ela que me apresentou ao meu produtor. Digamos que ela foi minha madrinha. – Respondeu Lara de forma sintetizada.
- Na verdade, eu achei uma garotinha que estava sofrendo por amor e que canalizava toda essa dor cantando. – Disse Catherine com um sorriso. Lara enrubesceu, Pam parecia um pimentão. – Bom, preciso ir à secretaria.
- O que você vai fazer lá? – Lúcia finalmente teve coragem para perguntar.
- Vou virar sua responsável legal neste estabelecimento. – Respondeu Catherine. Deixando Lúcia confusa e meio assustada. Pam e Lara também ficaram espantadas, mas não deixaram isso a mostra.
- Mas pra isso você precisa da autorização dos meus pais. – Informou Lúcia.
- Eu sei, e já a possuo. Com licença. – E Catherine seguiu para a secretaria deixando três meninas boquiabertas. Demorou na secretaria, mas quando voltou as três já haviam subido para a aula.

Quando terminou o ensino médio, Lúcia foi morar com Catherine na cidade grande. Catherine se tornara a responsável legal de sua amada. Como ela conseguiu isso? Uma simples chantagem e um lado sombrio que aquelas pessoas nunca viram antes. Lúcia ingressou na faculdade cursando artes. Ela nunca mais voltou a atuar, exceto algumas participações especiais, que só fazia porque Catherine implorava. Esta, por sua vez, continuou com a carreira de atriz, que ficou mais agitada depois da descoberta de seu relacionamento com Lúcia. Era cada vez mais requisitada para produções e eventos, e chegou a ganhar prêmios e homenagens. Já os fãs, ah esses fãs são mesmo uma raça muito estranha, alguns ficaram decepcionados, outros indiferentes, mas a maioria deles ficou completamente animado e contente com a notícia. Mandavam cartas de felicitações, de agradecimentos, de tudo quanto era tipo.
Lúcia virara uma artista plástica renomada. Catherine a atriz mais requisitada da história. Elas ficaram juntas por toda sua vida. Que foi cheia de amor, de brigas e carinho. Elas foram um exemplo de casal, e são até hoje. Recentemente, eu estava andando de volta para casa quando parei em uma banca de jornal e todas as revistas de entretenimento traziam na capa: “Morre Lúcia Santos, renomada artista plástica!”. Comprei uma delas e comecei a ler a matéria, e tinha uma parte que dizia assim: “Lúcia Santos, que fora revelada em filme de Luci Salgado, onde atuara com sua amada esposa Catherine Van Der Walls, já falecida há dois anos, morreu aos oitenta e nove anos em sua casa. Suas últimas palavras foram: ‘Cat, eu te amo.’”

Fim

4 comentários:

  1. Tenho tanta coisa para dizer! Bem por onde começar? ( nao esta pela ordem dos acontecimentos)
    1- capitulo grande!! I like it!
    2- E preciso muita coragem e amor para fazer aquilo que elas fizeram, enfrentar os pais depois de uma descoberta daquelas nao e para todos!
    3- apartir daquele momento em que toda a gente descobriu que elas namoravam a fanfic ficou dramatica e ficou super emocionante por isso, mais uma vez, parecia que eu estava a sentir aquilo que elas estavam a sentir *-*
    4- " Quanto mais te tenho, mais te quero" omg essa frase esta tao boss!!
    5- Minha reaçao quando a mae da lucia meia ensonada viu aquilo k nunca pensara ver : O.O omg....
    5- a lucia morreu 2 anos depois da cat, e agora continuam juntas num outro mundo *-*
    Belissima fanfic, muito emocionante, ouve varios momentos de cortar a respiração!
    Eu chorei no final, e impressionante o que uma pessoa faz por amor nao e?
    Obrigada por escrever uma fanfic tao bonita como esta, pode nao parecer mas aprendi muita coisa com esta fic *-*
    Escreva mais fanfics tao bonitas como esta pwese, voce tem jeito pra coisa :D
    Mais uma vez muito obrigada por esta fic tao maravilhosa ^^
    ( peço desculpa pelo comentario tao longo, mas este final deixou me muito emocionada xD)

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    1. Não peça desculpas! Eu adorei! Acho que é o maior comentário que já ganhei! Estou emocionada *.* Não consigo pensar em mais nada agora! Já o li tantas vezes que o professor só está falando blábláblá agora lol fico muito feliz em saber que aprendeu algo com minha fic! Obrigada mesmo! Você me deixou com sensação de que não fiz este blog a toa! Obrigada!
      Vou continuar escrevendo! Fique ligada, amanhã tem mais!
      Com relação a capitulos grandes, eles variam.

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    2. Acredita que este blog nao foi feito a toa de certeza! Eu venho todos os dias ao seu blog ver se ha algo novo ^^

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    3. Obrigada! Fico feliz em saber que tenho uma leitora assidua! Normalmente faço dois posts por dia, mas isso depende do tamanho do post. Se for pequeno faço mais um.

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