Cuidado, uso um pouco de linguagem depreciativa neste capítulo.
A tatuagem
Capítulo 4 - Final
- Chega de papo furado e vamos logo pra escola, se não vamos chegar atrasadas! - Disse Pam ainda encabulada com o que dissera sem pensar e esperava que Lara não tivesse escutado.
- ... Espera. O que você disse antes, não foi sobre meus fans... - Falou Lara hesitante.
- Eu não sei do que 'cê tá falando... Vamos embora. - E pegou a mão de Lara. A loura olhou pra mão da morena na sua meio assustada - Assim 'cê não corre mais o risco de ser quase atropelada.
- ... Tá.. - Depois de um tempo sendo arrastada meio abestalhada com a situação, Lara começou a andar por si e seguiram o caminho até a escola. Mesmo entrando no pátio, Pam não soltou a mão de Lara, que ficou meio confusa. Foram em direção a Gabrielle, Milena e Ana. As três se olharam interrogativamente ao ver tal cena.
- Gente, perdi alguma coisa? - Perguntou Gabi, antes que qualquer uma das outras pudesse pensar em algo.
- Ah, perdeu. Perdeu dessa aqui - Levantou a mão, que ainda tava segurando a mão de Lara. - quase ser atropelada por um caminhão. - Pam ainda estava bufando, as amigas não sabiam se era de raiva ou por ter deixado escapar algo que não devia sem querer. O que era típico de Pamela. Ana olhou pra Milena e Gabrielle como quem diz "aconteceu alguma coisa".
- E você perdeu a oração e o hino. Vamos subir, se não a Zaza vem gritar com a gente. - Comentou Ana. Finalmente, Pam soltara a mão de Lara.
- É verdade. Vão indo na frente que eu vou no banheiro. - Anunciou Pam e saiu andando. As outras quatro foram seguindo para a escada. Lara estava tão absorta em seus pensamentos que não percebeu que Ana, Gabrielle e Milena foram juntas para algum lugar. Enquanto isso, Pam saia do banheiro pensativa quando viu sobre si três sombras.
- Ae, desembucha logo o que aconteceu! - Disse Gabi em tom imperativo. Ela estava na ponta direita, Milena estava no meio e Ana na ponta esquerda.
- Ah...
- E não vem com desculpas! Você tá estranha e a Lara também. - Ana sabia ser sombria quando queria.
- Ah...
- Eu não vou deixar você sair daqui enquanto não falar. - Milena era a mais alta das quatro.
- A gente... Eu e a Lara, a gente... transou. - Disse Pam completamente sem graça.
- QUÊ?! - Nem pareceu que foram três pessoas diferentes que exclamaram.
- Ai, fala baixo! Alguém pode escutar a gente aqui. - Pam estava nervosa.
- Desculpa. - Ana falou por todas.
- Mas então, como foi? - Gabrielle emendou logo após Ana. Até parecia tudo combinado, mas não era.
- Foi ótimo. Perfeito, na verdade. Mas.... - Pamela hesitou. Não estava segura se devia ou não falar mais.
- Mas...? - Em uníssono novamente.
- É que... eu fiz ela pensar que foi tudo um sonho... - A voz de Pam estava sumindo.
- Mas por quê?! - Ana sussurrou como se quisesse gritar.
- É! Agora que vocês estavam se acertando. Tipo, se vocês fizeram, com certeza se acertaram. - Gabi raciocinou em voz alta.
- Hm... A Lara não se lembrou, ela disse que não ia mais procurar pela pessoa que gostava por que agora ela estava querendo a mim... - Pam parou para respirar e três pares de olhos interrogativos continuavam a encará-la. - Só.. Só que ela não sabe que eu sou a pessoa que ela procura, aquela cabeça de vento não se lembra.. - Essa ultima frase, Pam disse quase que para si mesma.
- Por que você não conta pra ela, Pam? - Milena estava preocupada com a amiga. Não só ela, mas também, Gabrielle e Ana.
- Não... Ela tem que se lembrar... Se não, não vou conseguir me entregar a ela de novo... - Pam disse olhando para o nada, o que causou certa preocupação nas amigas. No entanto, antes que pudessem esboçar uma reação, foram pegas pela coordenadora de turno.
- Já pra sala! Deixem pra fofocar na hora do intervalo! - Berrou Zaza passando por elas e praticamente as arrastando escada a cima. Chegaram a sala e, como sempre, viram Lara cercada de rapazes, que eram completamente ignorados. O rosto da loura se iluminou as ver Pamela se aproximando. A morena não deixava de se derreter internamente a cada olhar que Lara lhe lançava.
Depois do ocorrido, começou a temporada de shows de Lara. Ela já não ficava mais tanto tempo em casa. Pam já havia se acostumado a chegar em casa cansada e encontrar uma bela loura lhe dando um sorriso. Por mais que Pam negasse para todos que estava sentindo falta de Lara, em seu interior a única coisa que ela queria era beijá-la de novo, tocá-la de novo, escutar sua voz, aquela voz que gaguejou envergonhada por ser elogiada por uma desconhecida. Ela ficou sabendo que sua cidade estava no calendário de shows de Lara Partner por Gabi e Ana. As duas insistiam para que Pam fosse a um show de Lara e visse como a loura agia em um palco antes de tirar qualquer conclusão precipitada. Depois de muita insistência, as meninas conseguiram fazer Pamela aceitar ir ao show. A morena não admitia que estava curiosíssima para ver como seria aquilo e que ansiava desesperadamente o show. Cada dia passava lentamente ao ver de Pam, e quando finalmente chegara o dia, uma estranha calma se apossou do corpo de Pam.
A fila era quilométrica e já havia uma multidão dentro do enorme cercado arranjado somente para aquele show. Pam se separara das meninas em algum momento em que entrara no local. Preferia assim, queria ver a própria reação quando visse Lara de forma tão diferente sozinha. Vinte minutos depois, as luzes se apagaram e uma batida rítmica começou a tocar. Uma brincadeira de luzes começou a acontecer no palco a medida que as batidas se intensificavam e dançarinos começaram a aparecer da escuridão. Não demorou muito e a voz melodiosa de Lara começou a cantar. "Realmente não canta mal... Na verdade ela canta do jeitinho que eu me lembrava..." pensou Pam. "Se bem que ela está sempre cantarolando quando está fazendo nada em casa... e quando esta no banho... Até quando geme sua voz é linda... E fica muito sexy quando sussurra coisas em meu ouvido..." Pam continuou o pensamento até escutar a voz de Lara falando para o público. A loura vestia botas compridas de cadarço, um short curto e grudado no corpo com suspensórios pendurados e blusa de gola amarrada na cintura, com a metade a tatoo a mostra.
- ...E agora, pessoal, música nova pra vocês!... - Anunciou animada.
- Deve ser agora que ela vai dedicar a música para "aquela" pessoa. - Comentou uma pessoa perto de Pam.
- Como assim?! Ela sempre dedica música pra alguém? - Perguntou Pam a pessoa, sentindo uma pontada de ciúmes. A pessoa olhou pra ela com olhar assustado.
- Sim. É pra pessoa amada dela. Isso é tão fofo na Lara. Não é todo artista que faz isso. Tenho inveja dessa pessoa. - Essa pessoa não fazia a menor idéia de que a pessoa que invejava era aquela que lhe dirigira a palavra. Respondeu voltando a olhar para o palco, pouco lhe importava se Pam era novata em shows da Lara Partner.
- Ah... - Pam nem se atreveu a dizer mais nada, já que a pessoa não estava mais prestando atenção nela. Voltou atenção para o palco, em Lara especificamente.
- ...Dedico essa música a uma pessoa muito importante. Só que dessa vez, a pessoa tem um nome. Ela tem me abrigado em sua casa e me aturado. Ela merece um premio por isso. Hahaha! E não é só isso, - Lara colocou uma das mãos discretamente sobre a tatoo. - ela tem ocupado um lugar no meu coração. Por isso, hoje eu só vou homenageá-la. Pam, essa é pra você! - O público foi ao delírio e uma balada harmoniosa e dançante começou a tocar. Pam não conseguiu acreditar no que seus ouvidos ouviram daquela loura energética. Enquanto processava toda aquela informação, uma lágrima rolou de seu olho direito. E muitas lágrimas rolaram sem que ela percebesse. Mas ninguém a sua volta percebeu que aquela figura deslocada se debulhava em lágrimas. Pam era sim uma figura deslocada ali. Ela era branquela e cheia de piercings, usava preto e jeans rasgado, spikes e munhequeiras de couro. O que contrastava com toda cor que emanava dos fans de Lara. Pam não aguentou ficar até o final. Saiu correndo dali desesperadamente e sem pensar foi direto pra casa, enfiou-se embaixo do cobertor e continuou chorando compulsivamente até adormecer.
Pamela acordou tarde no dia seguinte. Estava decidida. Não queria mais esconder nada de ninguém. Olhou para a cama vazia que Lara sempre dormia e tomou coragem. A loura não estaria ali por pelo menos mais uma semana. Vestiu-se para a escola, mas lembrou-se que era sábado e que não tinha aula nesse dia. Trocou-se novamente, roupas normais. Foi tomar café e se deparou com a mãe e o pai sentados a mesa, só então reparou que ainda era cedo. Tomou fôlego, apertou as mãos e começou:
- Pai, mãe, tenho que contar umas coisinhas... - Disse com a voz trêmula.
- Você está pálida minha filha. Sente e respire um pouco antes de contar qualquer coisa. - A mãe falou em tom preocupado apontando a cadeira.
- Sim, e coma também. Estaremos a disposição para ouvir qualquer coisa. - Continuou o pai.
- Hmm Eu... - Pam sentou na cadeira apontada pela mãe. - Eu estou apaixonada. - Parou para olhar e ver se encontrava alguma reação ou comentário, mas apenas viu faces sorridentes e silencio. - E não é pelo meu namorado... Gosto, e já faz um tempo, sinceramente da Lara. – Continuou, mas o que viu era a mesma cena de antes. Uma sensação de indignação tomou conta de Pamela. - Vocês não vão falar nada não?! Eu acabei de dizer que sou gay e vocês ficam quietos?!
- ... Filha... - Começou a mãe, que olhou para o pai e disseram juntos. - A gente já sabia. - Pam abriu a boca, fechou e abriu novamente. Não sabia o que dizer. - Percebemos porque você nunca tatuaria alguém que você não gostasse. E quando a Lara apareceu aqui de repente vimos que era ela a pessoa que está na sua barriga. Por isso não fomos contra ela ficar conosco. - Pam voltou a fazer o movimento de abrir e fechar a boca por algum tempo.
- ... A... Acho que vou dar uma volta. - Levantou sem comer nada e saiu abismada pela porta. Pam andou até a orla e entrou como um jato no Lorico Tatoo. - Jujuzinhaa! Socorro! Eu não sei o que fazer!
- Bom dia, Pam! O que aconteceu? sente-se. - Juliana estava animada, dava pra ver sua barriga crescente. Deixou a vassoura que usava para varrer o chão do estúdio encostada na parede e foi até a amiga.
- É que... é que... eu contei pros meus pais que eu to apaixonada pela Lara. - O tom era vago e confuso.
- Isso é bom! Finalmente! E aí?
- E... eles disseram que já sabiam.... Não sei o que fazer... Não esperava por isso...
- Tá se preocupando com o que? Ai mas que amiga besta que eu tenho... - Pam olhou pra ela ainda confusa. - Eles não se importam, até encorajaram, anta! Não sei por que se preocupa. Por que não vai voltar pra sua loura?
- A Lara ela tá em turnê... - Falou bem devagar. De repente algo pareceu lhe atordoar. - Ah.... E tem o Lipe....
- O Felipe não é motivo pra isso, você sabe. E também sabe o que fazer com relação a ele. - Juliana estava estranhamente maternal. Talvez porque em breve seria mãe.
- ...Você tem razão.. Mas não quero olhar pra ele agora... - Pam estava desanimada.
- Fique um pouco aqui me ajudando. E liga pra sua casa avisando que você vai almoçar comigo. - Anunciou Juju levantando. Pamela apenas concordou com aceno de cabeça e ligou para casa. Passou a manha ajudando Juliana, Rox e os outros tatuadores no estúdio. Lá pelo meio da tarde resolveu voltar para casa. No meio do caminho acabou esbarrando com uma pessoa que não queria ver aquele dia.
- Lipe...! - Pam tentou não demonstrar que estava surpresa.
- Oi, amor! Tudo bom? - Felipe veio todo animado falar com a namorada, tentou dar-lhe um beijo, mas Pamela se esquivou. - Que foi?
- Felipe... - Ele congelou, sabia que quando ela dizia seu nome era porque o assunto era sério. - eu... quero terminar com você.
- Mas.... por que? - Felipe se espantou, afinal gostava da namorada e aparentemente não havia motivos pra terminar um namoro de tanto tempo.
- Estou apaixonada por outra pessoa... - Seus medos se confirmaram, ela não o amava mais. Será que algum dia já o fez? Não fez questão de esconder a meio tristeza e meio desapontamento.
- E... posso saber quem é? - Pensando bem, ele tinha suas suspeitas e queria confirmar.
- Acho... que você não vai gostar de saber... - Eles ainda estavam parados no meio da calçada. Sorte não ser uma rua muito movimentada.
- Ah... Diga, vou aguentar. É um daqueles seus amiguinhos lá da loja né? - Provocou usando um tom de desdém. Como Pamela odeia esse tipo de tom, enraiveceu e disse sem piedade.
- Não! Estou apaixonada por uma garota! E não fale mal dos meus amigos! - Não estava mais receosa e disse em tom mais alto a última frase.
- Ah! Só isso? Não me importo. Até ia gostar se você trouxesse ela quando fossemos transar! Ah é, a gente não transa! - Seu tom era desdenhoso e irônico o que deixou Pam ainda mais furiosa. Felipe estava sentido, mas não podia negar que se excitava com a ideia Pam sabia que a última informação que daria a Felipe o deixaria abalado.
- Mas eu não vou dividir a Lara com mais ninguém! - Realmente não conseguiu esconder o espanto com o nome que escutara. Será que era....? - Sim. Estou apaixonada pela Lara, exatamente, aquela Lara que tá lá em casa! - Ele ficara sem reação. Até tentou falar algo, mas não conseguiu. Automaticamente imaginou a cena deles três na cama, ficou vermelho e quase teve uma ereção. - Bom. Estamos entendidos. Não sou mais sua namorada. Agora tenho que ir pra casa, preciso arrumar umas coisinhas lá. Tchau. - E seguiu seu caminho deixando Felipe com cara de idiota no meio da calçada.
Ainda bufando com Felipe, Pamela chegou em casa ao entardecer e viu que não havia ninguém. Largou-se no sofá e esperou a cabeça esfriar. Só então escutou barulho de chuveiro. Ficou intrigada, achava que a casa estava vazia, mas sua preguiça era tanta que nem deu o trabalho de levantar. O barulho de água pára e alguns minutos depois a porta da sala que dá para o corredor se abre. Num sobressalto, Pam senta corretamente no sofá. E se surpreende com a visão de Lara em uma micro toalha. Ela não estava em turnê?! Lara estava com uma expressão extremamente sexy, e foi se aproximando lentamente de Pam. Esta foi encostando-se ao encosto do sofá e abrindo, inconscientemente, um pouco as pernas. Lara sem dizer uma palavra segurou a cabeça de Pam e apoiou o joelho esquerdo no sofá, entre as pernas da morena. Esse movimento fez a toalha cair. Deu um sorriso terno e a beijou. Pam não precisou nem pensar, correspondeu intensamente. Após o beijo, Pamela abraçou Lara, apoiando a cabeça na barriga nua na loura.
- Por que fez isso? - Pam quase sussurrava. Enquanto Lara lhe acariciava os cabelos.
- Porque eu te amo. Não importa se te conheci ha uns meses. É apenas o que eu sinto que importa. - Lara estava tão calma que nem parecia ela. Pam deu um sorriso, beijou a barriga de Lara no ponto em que sua boca alcançava.
- Lara, preciso te mostrar uma coisa. Espero que me perdoe por não ter te contado, mas eu queria que você tivesse se lembrado por si mesma. - Lara ficou confusa. Pam soltou do abraço e tirou a blusa. Lá estava intacta a tatuagem de quando tudo começou a pinup com rosto de Lara. Esta ficou paralisada com o que vira. Ela já desconfiava, mas recusava-se a acreditar. Afinal, Pamela mudara tanto que nem parecia aquela garota tímida que se envergonhou em fazer um pedido a uma estranha. No entanto, estava feliz porque fora capaz de se apaixonar por Pam novamente. Deu um sorriso aliviado e voltou a abraçar a outra. A morena ficou sem entender nada. - Lara...? - E a loura a beijou novamente.
- Entendo seu ponto. Talvez eu quisesse o mesmo. Eu queria que fosse você, mas ao mesmo tempo não. Mas minha intuição não falhou! - Lara dizia docemente acariciando os cabelos de Pam.
- Como que você soube em qual escola entrar? Eu não estava de uniforme no dia em que nos conhecemos. - Isso deixava Pam intrigada.
- Uma voz, no banheiro de um parque aquático. Que na verdade parecia muito sua voz. Bem, eu realmente achei que fosse você, mas não quis ficar até a voz sair do reservado, já que tinha muita gente atrás de mim aquele dia.
- Então... Era você! Como eu não fui capaz de reconhecer a sua voz?! - Pam ficou indignada. Lara apenas riu.
- Pam, essas coisas acontecem. – Ficou séria e olhou detalhadamente o rosto de Pamela. Tornou a beijá-la com mais fervor. Enquanto Lara acariciava a nuca e o pescoço de Pam, esta passeava as mãos pelas costas e pela lateral de Lara. A morena estava quase jogando a loura no sofá quando escutou barulho do carro entrando. Num susto, paralisaram. No segundo seguinte, levantaram-se apressadamente. Pamela foi tomar um banho e Lara colocar uma roupa. Depois disso, não tiveram muito clima para qualquer coisa. Dormiram abraçadas naquela noite. E apenas dormiram mesmo, já que ambas estavam cansadas. Acordaram elétricas se arrumaram pra escola. Só então perceberam que estavam atrasadas. Engoliram um rápido café da manha e saíram apressadas. Na hora de atravessar aquela avenida em que quase fora atropelada, Lara saiu correndo a frente deixando Pam pra trás. Ao chegar do outro lado, loura se virou e deu língua a morena piscando um olho. Continuou a ir à frente de sua amada.
- Espera, Lara! – Tentou pedir, mas era inútil. – Ô, moça apressada essa... – Falou baixinho para si mesma. Ao longe, Lara viu uma cabeleira negra conhecida. Já no pátio vazio da escola, chamou a pessoa alta que reconhecera.
- Cat! – Disse animadamente.
- Lara! Há quanto tempo. – A morena alta lhe deu um sorriso. – Como tem passado?
- Bem. E estou trabalhando num ‘projeto’. – Lara piscou e deu um sorrisinho malicioso.
- Lara! Você é surda ou o quê? Pedi pra me esperar. – Pam chegou meio irritada com a amada, ela bem que poderia ter esperado. Ela não reconheceu a morena alta, mas a loura era sua amiga. Estudaram juntas alguns anos, mas estavam em turmas separadas agora. – Lú!!! Como você tá, mulher?! Já estava preocupada, ‘cê não aparece desde segunda. Ia ligar pra tua casa hoje!
- Pam. Vou melhorar, obrigada. – Pam percebeu que a amiga ficou menos tensa.
- Qualquer coisa to aí. – Disse Pam animada. Parou e, finalmente, reparou em Catherine. – Você é..... Acho que já te vi em algum lugar...
- Catherine. Já deve ter me visto em alguma novela...
- Em novela... Acho impossível! Odeio novela.
- Filme...?! – Pam percebeu que Catherine ficara meio espantada ao ouvir que alguém não gostava de novelas. Mas se lembrou que sua amiga Lúcia também não gostava.
- Hm... Talvez. – Pam parou de novo. Refletiu. – Ah! Você é aquela que fez o filme com a Lú. Já ouvi muito sobre você, principalmente pela Lú.
- Você não perde a mania de deixar as pessoas vermelhas! – Lara falou ao perceber que tanto Catherine quanto Lúcia ficaram vermelhas. Em seguida as quatro começaram a rir.
- Pelo visto está conseguindo conciliar a carreira de cantora com os estudos aqui. – Comentou Catherine para Lara. Assim todas pararam de rir.
- Sim. E está sendo maravilhoso. – Lara respondeu olhando discretamente para o lado.
- Hum... Entendo. – Disse Catherine com um sorriso.
- Lara... De onde você conhece a Catherine? – Pam quis saber.
- Ela que me apresentou ao meu produtor. Digamos que ela foi minha madrinha. – Respondeu Lara de forma sintetizada.
- Na verdade, eu achei uma garotinha que estava sofrendo por amor e que canalizava toda essa dor cantando. – Disse Catherine com um sorriso. Lara enrubesceu, Pam parecia um pimentão. – Bom, preciso ir à secretaria.
- O que você vai fazer lá? – Perguntou Lúcia parecendo receosa.
- Vou virar sua responsável legal neste estabelecimento. – Respondeu Catherine. Deixando Lúcia confusa e meio assustada. Pam e Lara também ficaram espantadas, mas não deixaram isso a mostra.
- Mas pra isso você precisa da autorização dos meus pais. – Informou Lúcia.
- Eu sei, e já a possuo. Com licença. – E Catherine seguiu para a secretaria deixando três meninas boquiabertas. As três se olharam meio confusas.
- Meninas! Já pra sala! Vou deixar subir porque nunca chegam atrasadas assim. – Zaza gritou a primeira frase, e num tom normal a segunda. Sem poder argumentarem, subiram. Foram conversando pelo caminho, Lúcia comentando por alto os acontecimentos de sua vida e Pam a apoiando com palavras encorajadoras. Separaram-se quando Pam e Lara entraram na sala. Ana e Gabrielle perceberam na mesma hora que aquelas duas haviam se reconciliado. Olharam-se com cumplicidade. Nada de anormal ocorreu na escola. Naquele mesmo dia, Pamela pediu Lara em namoro, esta nem pensou duas vezes para responder.
Em uma coletiva sobre a nova turnê, Lara anunciou que finalmente revelaria a parte misteriosa de sua tatoo. Seria no clip da nova música dedicada a sua amada. Foi a maior audiência que a área musical recebera em muitos anos. Todos queriam saber o que Lara escondia com tanto afinco. A partir desse dia, o mundo ficou sabendo que o nome da namorada de Lara Partner se chamava Pam.
Minha narrativa sobre como essas duas finalmente ficaram juntas termina por aqui. Mesmo que não pareça justo que o destino tenha imposto obstáculos, se duas pessoas se amam verdadeiramente, no fim sempre ficam juntas.
A propósito, o Felipe nunca conseguiu outra namorada. Assumiu-se fanático por Lara Partner e virou Partner-punheteiro por toda a vida...
Fim.
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Nao sei se ei de rir ou de chorar(sou uma pessoa que se emociona facilmente xD) que final tao perfect *-*
ResponderExcluirpromete-me que vais escrever outras fanfics tao bonitas como esta!!!
A que admitir: EuEstouViciadaNasTuasFanfics!!!
Continua a escrever por favoor *-*
Obrigada!!! Seu comentário me deixou muito feliz! Vou tentar escrever mais o/ não sei se te interessa, mas tem os oneshots também.
ResponderExcluirMais tarde vou postar a estória das duas que apareceram nesse capítulo.
E muito obrigada pelo incentivo *.*
Tambem ja estive a ler os oneshotsdo teu blog, e mais uma vez a opiniao é a mesma!! Aquela ultima que tu postas-te " o segredo da estufa" ta em 1 lugar no meu top 10 de oneshots sem ser akb xD ta tao fofo *-*
ExcluirObrigada!!! *se curva em 90 graus!
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