Esse oneshot tem relação com O segredo da estufa. Até cheguei a procurar o caderno onde escrevi esse oneshot só pra ter certeza da data hauahuah
Classificação: Livre.
Gênero: Yuri, amizade, romance, vida escolar.
Obs: Feito entre 21 e 24 de fevereiro (de 2009). Num carnaval entediante e em São Pedro da Serra. Onde eu gostaria de estar mesmo era me divertindo com meus amigos.
O feitiço da
estufa
Fazia muito tempo que ninguém entrava naquela estufa. Desde que fora considerada amaldiçoada. Dizia-se que se entrasse lá com sua melhor amiga, sairiam como inimigas mortais. De fato, isso aconteceu uma vez, mas as pessoas daquela escola não sabiam que aquelas duas haviam se reconciliado no dia de sua formatura. A estufa de rosas estava completamente abandonada, havia poeira e ervas daninhas por todos os lados e o silencio ha muito reinava. Não se sabia como ainda havia rosa sadia, já que ninguém cuidava.
Jen já estava
naquele colégio ha um ano, Nesse tempo, fizera suas amizades, e apesar de
gostar muito delas, não se sentia completamente feliz. Num dos vários momentos
de solidão que se impunha, ela achou a estufa no meio da floresta do terreno da
escola. O caminho para ela estava cheio de mato, mas nada que a impedisse de
chegar até a estufa. Ao chegar à porta destrancada leu num papel desgastado:
"Estufa das rosas Responsáveis: Clube de jardinagem" O resto estava
desbotado e Jen não conseguiu entender. Então essa é a tal estufa amaldiçoada,
pensou. "Ótimo! Vou entrar não tenho nenhuma amizade que valha a pena
mesmo.". Era sua primeira vez lá, estava curiosa. O lugar era grandioso,
Jen não conseguia entender por que o abandonaram. Ao andar por entre as mesas e
estantes, sentiu seu coração aquecer e decidiu que queria fazer algo pelo
lugar. Então começou a mexer nos vasos. Teria muito trabalho para deixar a
estufa limpa, e esse pensamento não a deixou desmotivada. Cantarolava enquanto
arrancava, com todo cuidado, as ervas daninhas dos vasos. Já estava trabalhando
ha um tempo, quando escutou um barulho.
Kate só queria um lugar calmo para ir. Era sempre assim, sempre que fazia algo para distrair a mente, um aglomerado de pessoas se juntava ao redor. Ela não sabia por que era tão popular. Talvez por isso possuísse poucos amigos verdadeiros. E essas amizades eram fora do terreno escolar. Resolveu parar o que estava fazendo e dar uma caminhada. Foi até a nova estufa, que fora construída para substituir a outra considerada amaldiçoada. Havia vários espécimes de plantas e flores. Lírios, azáleas, margaridas, girassóis, bromélias, copos de leite. Mas quando viu a rosa, Kate se lembrou da antiga estufa, onde só tinha rosa. Era o que tinha escutado em algum lugar. Nunca tinha ido lá para ver se era verdade ou não. Aí escuta uma vozinha em sua cabeça, “Não vai, não. Lá é amaldiçoado.”. “Quem se importa com isso? Não sou supersticiosa mesmo”, pensou. E partiu para tal estufa. O caminho estava estranhamente aberto, já que ela imaginou que ele estivesse cheio de mato. A porta estava entreaberta, antes mesmo de entrar viu que tinha alguém. Quando empurrou a porta para entrar, esta fez um barulho alto. Precisava de óleo. Encontrou uma garota debruçada num vaso, provavelmente arrancando ervas daninhas. Num susto, a garota olhou na direção do barulho. “É a garota mais fofa que já vi...” pensou Kate.
- Pensei que ninguém cuidava desse lugar. – Disse Kate tentando aliviar a tensão.
- E não cuidavam mesmo. – Disse com um sorriso. – É a primeira vez que venho aqui. Fiquei muito tocada pela beleza do lugar, então resolvi cuidar.
- Posso ajudar? – Perguntou se aproximando.
- Claro! Eu sou Jen Clarke, muito prazer.
- Kate Johnson. – Estendeu a mão. Jen levou a mão, mas viu que estava suja de terra. Kate não se importou e a apertou assim mesmo. – Por onde eu começo, chefinha? – De fato, o diminutivo caiu bem, já que Jen era baixinha.
- Não me chame assim. Além do mais, você não é muito mais alta que eu. – Só aí, Jen parou para analisar Kate. – Ei! Você não é aquela garota famosa da 2-D?
- ... É... Infelizmente sim. – Kate fez uma expressão triste. E Jen não deixou isso passar.
- Que tal aqui você ser apenas Kate, sem esse negócio de pessoa popular? – Sugeriu piscando um olho.
- Acho ótimo! Vou começar por aqui. – Ao dizer isso, dirigiu-se a um vaso enorme ao lado de Jen. – Jen, qual é a sua turma?
- 2-A. É num prédio diferente do seu. – Respondeu podando a roseira do vaso com a mão.
- Eu sei. Posso ir te visitar qualquer dia desses?
- Faça como desejar. – Sorriu e deu um longo suspiro. – Quase ninguém vem aqui. Será que é por causa do boato que tem?
- Quase, não. Ninguém mesmo. Com certeza, essas pessoas são muito supersticiosas. Se disserem que fazer algo dá azar, elas não fazem. Além do mais, esse boato está na ativa há anos. Tanto é que até construíram outra estufa.
- É mesmo. Essa aqui é tão mais linda que a outra. E olha que eu adoro jardinagem! Não vou dizer que lá não é bonito, com todas aquelas variações de plantas e flores, mas aqui tem um charme que não dá pra explicar.
- Te entendo. Parece que aqui as rosas foram plantadas com amor em excesso. Um amor tão poderoso que ainda surte efeito. Um sentimento que as plantas da outra estufa nunca conheceram.
- Exato. Espero poder dar esse mesmo amor a essas plantas. Ou melhor, continuar dando. – E continuaram conversando até perceberem que o sol já estava se pondo. A essa altura, já era para estarem a caminho de suas casas. Lavaram as mãos e foram correndo pegar suas coisas. Mas a sorte não estava com elas naquele dia. Suas respectivas professoras responsáveis as pegaram. Reencontraram-se na secretaria. Após levarem um grande discurso sobre matar aula, tiveram a oportunidade de se explicar. Impagável foi a expressão da diretora quando disseram que esqueceram de tudo porque estavam cuidando da estufa abandonada. Pediram desculpas e disseram que isso não ia se repetir. Para espanto de Kate e Jen a diretora perdoou o deslize daquele dia e pediu para que as duas continuassem cuidando da estufa, já que elas eram as únicas que se atreveram a entrar. Ganharam a permissão de ficar na escola o tempo que precisassem depois do horário. Era um alívio para a diretora saber que algum aluno finalmente teve algum interesse pelo lugar que a muito foi um dos lugares mais belos da escola. Jen e Kate saíram da diretoria rindo do que aconteceu.
- A senhorita Gleese é engraçada. Não entendo porque todos têm medo dela. – Comentou Jen enquanto saiam do terreno da escola.
- Sim. Viu a cara dela quando dissemos que estávamos na estufa antiga? Cômica. – E as duas riram. – Pra que lado você mora? Eu moro pra cá. – Apontou para a esquerda.
- Ah... Eu moro pra cá. – Apontou para a direita.
- Tudo bem, a gente se encontra amanhã.
- Sim. Também vamos montar o horário. Você faz parte de algum clube?
- Clube de artes. – Kate se espantou um pouco com a pergunta. Todo mundo sabia que ela era do clube de artes, por que Jen não saberia? Jen deu um sorriso, como quem diz “eu já sabia” e...
- Faço parte do clube de jardinagem. Vou pedir permissão a presidente para ficar só com a ‘nossa’ estufa. – Ao escutar o “nossa”, Kate sentiu um friozinho gostoso na barriga. Era a primeira vez que se sentia assim.
- Vou fazer o mesmo. Tem coisas do clube que dá pra fazer em casa. – Disse sorrindo tranquilamente. Nesse momento, Jen se sentiu estranha, chegou até a pensar que seu coração tinha batido mais forte.
- Então até amanha.
- Até. – Em um gesto quase automático se abraçaram. Com esse contato corporal, alguma coisa acontecera. Algo que elas não esperavam. Quando se separaram, sorriram, acenaram e cada uma foi para seu lado. Jen voltou para casa pensando em sua nova amiga. Quem sabe a amizade dessa Kate não valha a pena? Como pode a estufa ser conhecida por estragar amizades se a mesma lhe trouxera uma ótima? Não sabia, só sabia que tinha gostado de Kate. E esta foi pensando nas mesmas coisas. Com um sorriso tão bobo no rosto que nem sabia que era capaz de fazer.
- Viu uma fada verde, Kate? – Perguntou uma voz.
- Não, eu só... – Foi respondendo mecanicamente quando percebeu quem tinha perguntado. – Fabian!
- E aí pequena!
- O que ta fazendo por aqui? – Perguntou abraçando o amigo.
- Tava indo te visitar. Mas te vi vindo, resolvi esperar.
- Então vamos! – Ao dizer isso, deu o braço ao rapaz.
- Diga, por que a cara de bobo alegre? – Iam caminhando lentamente.
- Nada não. É que parece que fiz uma amizade hoje.
- Isso é ótimo! E como foi?
- Super legal! Sabe a estufa abandonada que te falei uma vez? – Confirmou com a cabeça. – Foi lá. Agora nós duas somos responsáveis pelo lugar. A diretora nem nos deu punição por termos perdido as aulas da tarde.
- “Nós duas”? Por um acaso sua amizade é uma bicha louca? – Perguntou rindo.
- Não!! É uma garota, e muito fofa. Não sei por que disse isso. – Protestou.
- É que você só faz amizade com homem.
- Ei! Tenho amigas mulheres também!
- Mas todas elas foram apresentadas a você por ‘nós’.
- Argh! É verdade. – Concordou desistindo de protestar. Largou o braço de Fabian, correu até um portão e virou mostrando a língua. – Vai entrar ou não?
- Hahaha! Se suas fãs te vissem assim, o que elas diriam? Claro! Por que pergunta? To com saudade do bolo da sua mãe.
- Cala boca e entra logo! – Disse já dentro do quintal.
Jen chegou à escola mais cedo do que costumava. A primeira coisa que fez foi ir até a estufa. Para sua surpresa, Kate já estava lá.
- Pelo visto tem gente mais animada que eu! – Brincou Jen.
- É. Acho que sim! Bom dia. – Disse Kate carregando o ancinho.
- Bom dia! – Respondeu dando um abraço na outra. E de novo aquela sensação estranha. Ignoraram.
- Estive pensando, o que acha de virmos para cá sempre que quisermos? Sem se preocupar com esse negócio de horário. Sabe, já tenho muito disso na minha vida.
- Tudo bem, então. – Depois de arrumarem um pouco, foram pras suas respectivas salas.
Voltaram na hora
do intervalo e, também, no horário da saída, e ficaram lá até o entardecer.
Essa foi a rotina de Kate e Jen por pelo menos três meses. Nesse meio tempo, o
laço de afetividade foi ficando mais forte. Falavam-se sempre que se viam.
Fosse onde fosse. No começo, todo mundo ficava se perguntando quem era a garota
com que Kate falava animadamente, mas depois se acostumaram e acabaram achando
que Jen combinava com Kate. Só alguns meninos ficaram meio chateados. Já que
vários deles eram completamente afim das duas. A essa altura, a escola inteira
já sabia que elas cuidavam da estufa das rosas. E as pessoas não interferiam
muito, com medo de serem amaldiçoadas. No começo, o que era segredo era o fato
delas cuidarem da estufa antiga, agora, Kate e Jen tinham que lidar com
pensamentos que nunca esperaram ter uma pela outra. Já estava perto do festival
e ficou resolvido que elas venderiam algumas das rosas cultivadas. Então elas
estavam atarefadas demais para pensar em qualquer outra coisa. Kate carregava
um saco de fertilizante para um lado, Jen um saco de terra para outro,
sozinhas, já que ninguém queria entrar lá. Já estavam fertilizando as roseiras,
apesar de acharem que o melhor fertilizante é o amor, quando aconteceu algo que
as fez pensar. O fertilizante tinha acabado, então Jen foi buscar. Ela só não
esperava que o saco fosse tão pesado, já que Kate carregou tão facilmente.
Arrastou com dificuldade até perto da outra, que estava sentada no chão,
mexendo no vaso. Ajoelhou-se ao lado de Kate e começou a abrir o saco. Quando
deu um puxão para terminar de abrir, perdeu o equilíbrio e caiu para o lado de
Kate, que a segurou, mas ambas foram parar no chão. Para suas cabeças não
colidirem, Jen amparou sua queda com as mãos, mas estava em cima de Kate.
Ficaram se encarando. “Quero beijar ela.”, pensou Jen. “Ela vai me beijar.”,
pensou Kate. “Droga, não posso beijar ela”, Jen. “Argh! Quero beijar”, Kate.
“Se eu beijar ela vai descobrir”, Jen. “quero que me beije”, Kate. “#*%@8#*!
Por que ela não faz nada?!”, Jen e Kate. Nessa guerra interna, os braços de Jen
fraquejaram e ela terminou de cair em cima de Kate. E seus lábios se encostaram
por um instante e Jen sentiu seu nariz encostar-se ao chão. “Encostou!”
pensaram ao mesmo tempo. Sem muita demora, Jen se levantou e ajudou Kate.
- Erhm... Desculpa... – Pediu Jen.
- Tudo bem. Essas coisas acontecem.
- Verdade...
E fingiram que nada tivesse acontecido. Mas dessa vez não puderam ignorar. Só que mesmo descobrindo que sentimento era aquele resolveram que só ia ficar na cabeça e talvez no coração. Jen decidiu fazer algo extremo.
- Erhm... Desculpa... – Pediu Jen.
- Tudo bem. Essas coisas acontecem.
- Verdade...
E fingiram que nada tivesse acontecido. Mas dessa vez não puderam ignorar. Só que mesmo descobrindo que sentimento era aquele resolveram que só ia ficar na cabeça e talvez no coração. Jen decidiu fazer algo extremo.
Era véspera do
festival e já estava tudo pronto, mas por puro hábito, Kate foi dar uma passada
na estufa para ver se estava tudo bem. Viu a porta aberta, concluiu que Jen
estava lá dentro. Tamanha foi sua surpresa quando viu Jen aos amassos com um
cara.
- Jen?!
- Ah! Oi! – Disse Jen nem um pouco surpresa com a aparição “repentina” da outra. – Kate, quero te apresentar o Ken, Meu namorado.
- Um..Muito prazer... – E estendeu a mão mecanicamente.
- Prazer. – Disse o rapaz apertando a mão de Kate energicamente.
- Bem, só vim para ver se estava tudo em ordem e parece que está. Então vou indo. Tchau. – E saiu sem esperar resposta.
-Não entendo por que fez isso, Jen.
- Não enche, Ken! – Parecia chateada com o próprio ato.
- Você não viu o quão decepcionada ela ficou quando viu você me agarrando?
- Ken..
- Não sei por que você ainda não falou com ela.
- Ken..
- Poupe-me das suas explicações fajutas e fale com ela. Se não der certo, paciência! Mas não me faça fingir que sou seu namorado! – Estourou e foi andando até a porta.
- Ken, volta!...
- Até logo. E não sou eu quem você tem que pedir para voltar. – Ao terminar a frase saiu.
- Jen?!
- Ah! Oi! – Disse Jen nem um pouco surpresa com a aparição “repentina” da outra. – Kate, quero te apresentar o Ken, Meu namorado.
- Um..Muito prazer... – E estendeu a mão mecanicamente.
- Prazer. – Disse o rapaz apertando a mão de Kate energicamente.
- Bem, só vim para ver se estava tudo em ordem e parece que está. Então vou indo. Tchau. – E saiu sem esperar resposta.
-Não entendo por que fez isso, Jen.
- Não enche, Ken! – Parecia chateada com o próprio ato.
- Você não viu o quão decepcionada ela ficou quando viu você me agarrando?
- Ken..
- Não sei por que você ainda não falou com ela.
- Ken..
- Poupe-me das suas explicações fajutas e fale com ela. Se não der certo, paciência! Mas não me faça fingir que sou seu namorado! – Estourou e foi andando até a porta.
- Ken, volta!...
- Até logo. E não sou eu quem você tem que pedir para voltar. – Ao terminar a frase saiu.
Kate não
conseguia acreditar no que viu. “Como ela pode fazer isso comigo? Ah é, ela não
tem nada comigo pra poder ter feito algo.” Ainda assim, Kate queria uma
explicação. Depois de vagar um pouco pela escola, voltou à estufa. A porta
ainda estava aberta. Perguntou-se o que estariam fazendo, ainda assim entrou. E
encontrou Jen sentada num canto abraçando as pernas.
- Kate?
- Jen.
- Kate... – E Jen começou a chorar.
- O que aconteceu? – Kate ficara preocupada, raramente a outra chorava.
- Nada... – Continuava a chorar.
- Cadê o... seu namorado?
- Eu não tenho namorado.
- Então quem era ele? Por que disse que era seu namorado? – Kate não estava entendendo. Jen levantou e foi até a outra.
- Eu queria esquecer uma pessoa, mas só consegui pensar ainda mais nela. – Essas palavras doeram em Kate, que disfarçou bem.
- É tão ruim assim pensar nela? – “Então ela gosta de alguém...” pensou tristemente.
- Não. É ótimo. Só de pensar nela já fico feliz.
- Então por que quer esquecer?
- Porque simplesmente não posso ficar com ela. Provavelmente não sente o mesmo que eu.
- E eu posso saber quem é essa pessoa?
- ...
- Tudo bem. É escolha me contar ou não. – Kate fechou os olhos meio desapontada.
- ...Você.
- O que tem eu? – Abriu os olhos confusa.
- ... Você é a pessoa que quero esquecer. – Respondeu tentando encarar a outra nos olhos. Estava preocupada.
- Quê?! – Não conseguira acreditar no que ouvira.
- Eu te amo! – Recomeçou a chorar.
- Ei, não chora. – Kate limpou as lágrimas de Jen com os polegares. – Sabe, é por isso que as rosas aqui são tão bonitas. Porque elas foram cultivadas com esse tipo de amor. E as pessoas que cuidaram dessa estufa antes de nós deviam sentir a mesma coisa uma pela outra. Algo tão poderoso que até as rosas sentiram.
- O quer dizer com isso? – Agora era Jen que estava confusa. Mas Kate não disse nada, apenas beijou Jen com todo amor que sentia. Agora não havia mais segredos.
- Kate?
- Jen.
- Kate... – E Jen começou a chorar.
- O que aconteceu? – Kate ficara preocupada, raramente a outra chorava.
- Nada... – Continuava a chorar.
- Cadê o... seu namorado?
- Eu não tenho namorado.
- Então quem era ele? Por que disse que era seu namorado? – Kate não estava entendendo. Jen levantou e foi até a outra.
- Eu queria esquecer uma pessoa, mas só consegui pensar ainda mais nela. – Essas palavras doeram em Kate, que disfarçou bem.
- É tão ruim assim pensar nela? – “Então ela gosta de alguém...” pensou tristemente.
- Não. É ótimo. Só de pensar nela já fico feliz.
- Então por que quer esquecer?
- Porque simplesmente não posso ficar com ela. Provavelmente não sente o mesmo que eu.
- E eu posso saber quem é essa pessoa?
- ...
- Tudo bem. É escolha me contar ou não. – Kate fechou os olhos meio desapontada.
- ...Você.
- O que tem eu? – Abriu os olhos confusa.
- ... Você é a pessoa que quero esquecer. – Respondeu tentando encarar a outra nos olhos. Estava preocupada.
- Quê?! – Não conseguira acreditar no que ouvira.
- Eu te amo! – Recomeçou a chorar.
- Ei, não chora. – Kate limpou as lágrimas de Jen com os polegares. – Sabe, é por isso que as rosas aqui são tão bonitas. Porque elas foram cultivadas com esse tipo de amor. E as pessoas que cuidaram dessa estufa antes de nós deviam sentir a mesma coisa uma pela outra. Algo tão poderoso que até as rosas sentiram.
- O quer dizer com isso? – Agora era Jen que estava confusa. Mas Kate não disse nada, apenas beijou Jen com todo amor que sentia. Agora não havia mais segredos.
Depois disso,
começaram a esquecer que a estufa era amaldiçoada, e passaram a dizer que ela
era enfeitiçada. Se você conhecesse alguém lá, estaria fadado a ser feliz para
sempre com ela.
Será que não é o amor que aquelas rosas exalam? O mais puro dos amores. Será? Quem vai saber?
Fim
Será que não é o amor que aquelas rosas exalam? O mais puro dos amores. Será? Quem vai saber?
Fim
Que oneshot tao linda amei *-*
ResponderExcluirAhah eu ri muito quando a jen caiu para cima da kate xD a jen queria beija-la e depois ja nao queria porque assim ela ia descobri-la enquanto a kate pensava que a jen a ia beijar e ela queria que isso acontecesse ahahahah k comico xD
continua publicando oneshot's tao lindas e comicas como esta pweeeese xD
Obrigada *.* que bom que gostou dessa parte, é minha preferida desse oneshot!
ExcluirAssim è capaz de eu escrever um oneshot por dia hauhauah ;D
woooo que linda! *-*
ResponderExcluirconcordo com a Atsuko Takahashi, aquela cena foi bem comica! adorei
e também peço mais oneshot's "tao lindas e comicas como esta" *-*
Obrigada *.*
ExcluirRealmente, acho que essa parte foi o alívio cômico da estória.
Hehe assim fico animada para escrever *.* obrigada!