Atenção: É geograficamente impossível sair da Grécia e chegar à Áustria, e a Áustria pra Alemanha, em apenas um dia. Isso é uma fic e não precisa ser 100% certinho né? Dá um desconto, por favor. Também não sei se o monumento q descrevo é assim. Tudo veio da imaginação da autora e de fotos precárias do Google Xp
Como fazer um filme sobre amor verdadeiro
A catedral e o encontro de duas velhas amigas
Janeth alugara um carro confortável. Só ela sabia que a viagem seria longa, já que ela não disse a Audrey para onde estavam indo. A morena pegou a estrada expressa para a Áustria. Havia uma coisa sobre ela que ninguém sabia, Janeth adorava tudo que era relacionado à arte gótica, principalmente a arquitetura.
- Jane, onde estamos indo? - Perguntou Audrey, sentada no banco do carona.
- Segredo. - Respondeu e deu uma piscadela.
- Poxa! Você é tão malvada! Não custa nada dizer. - Reclamou Audrey fazendo biquinho, mas sua expressão era brincalhona.
- Sou malvada, sim! - Disse sem tirar os olhos da estrada. - Aliás, não era você que queria saber um pouco mais de mim?
- Então vai me levar a um lugar importante pra você?
- Exatamente. Poucas pessoas sabem que gosto desse tipo de coisa. - Dessa vez Janeth olhou para a ruiva e esta parecia emocionada. Realmente, Audrey estava emocionada. Sentia que era a primeira vez que Janeth fazia algo pra ela que era de coração. Inesperadamente, ao pensar nisso, lhe veio a cena de sexo que aparentemente gravaram. Achou isso estranho, já que dava a impressão de que Jane realmente queria transar com ela e essa idéia a atormentava.
- Está bem, vou parar de perguntar. – Audrey virou-se para a janela e começou a admirar a paisagem. Sua mente ainda estava no pensamento que tivera alguns minutos antes. A viagem seguiu silenciosa, apenas com alguns olhares. De quando em quando Janeth desviava sua atenção para Audrey e vice versa. Às vezes seus olhares se encontravam, mas nada diziam. Pararam para almoçar em um restaurante de beira de estrada. Tudo muito simples, e era assim que desejavam. Como foram reconhecidas, a dona do estabelecimento implorou para que tudo que comessem fosse por conta da casa, mas Janeth e Audrey decidiram que iriam pagar. Contra feita, a dona só pode aceitar o pagamento. Durante o almoço, Janeth tentou ser mais discreta possível e não denunciar-se com os olhos. Conversaram sobre qualquer coisa que lhes vinham a cabeça e por vezes, inconscientemente, Audrey tocava sutilmente na mão da morena. Audrey não compreendia, mas sentia como se estivesse viajando com um amante numa viajem descontraída de lua de mel. Estava feliz assim.
De volta a estrada, Janeth decidiu que iriam direto ao misterioso lugar, se não, não daria tempo de chegar a casa da amiga de Audrey.
- Mas vai ser muito cansativo! – Protestou a ruiva.
- Tudo bem se for, estou acostumada. Se você dormir, eu te acordo. – Declarou com um sorriso, o que desarmou Audrey.
- Mas... – Audrey viu um olhar decidido em Janeth. - ... Está bem... – E assim a viajem continuou silenciosa. Ninguém sentia vontade de falar, mas a atmosfera não estava pesada. Aliás era tão leve que dava para flutuar. Chegaram ao lugar que Janeth queria levar Audrey um pouco depois do meio da tarde. A morena estacionou perto do local, onde dava para ver a parte da frente. A ruiva estava dormindo. Janeth sorriu ao ver a cena. “Ela parece um anjinho dormindo. Tão linda, nem dá vontade de acordar...”. Audrey estava meio acordada, ainda assim de olhos fechados. Percebera que o carro parara de andar, mas preferiu ser acordada por Janeth. A morena tirou o cinto de segurança e chegou perto da ruiva. Audrey sentiu uma respiração em seu rosto. Janeth acariciou o rosto da outra ternamente e encostou seus lábios nos dela suavemente. Audrey estremeceu ao contato e paralisou.
- Ah! Te amo tanto, Rey. – Sussurrou Janeth. “Quê?!! Ama?! Como assim?!Ela nunca me chamou de Rey! Será...?!” Pensou Audrey confusa, se conseguir abrir os olhos. A outra se afastara. – Para de sonhar, Janeth! – Exclamou batendo a mão na testa. – Hey, dorminhoca, acorda! Já chegamos. – Disse balançando suavemente a outra.
- Hmm... Onde estamos? – Perguntou fingindo sonolência.
- Estamos em Viena! – Janeth estava animada.
- Viena?! Mas..! Como você é pé de chumbo heim. – comentou ao perceber o quanto andaram.
- Hauhauhua! É que eu estava com pressa. Faz tanto tempo que não venho aqui.
- O que você queria me mostrar? – Janeth respondeu virando Audrey na direção de um prédio histórico. – Nossa que lindo!
- É a Catedral de Saint Stephan. Era meu lugar preferido quando eu era criança. – Revelou.
- Hã? – Janeth sorriu.
- Eu nasci aqui. Meus pais eram da embaixada. Fiquei quase dez anos da minha vida aqui. Só me mudei para fazer um filme. E depois voltei. Só que acabei fazendo sucesso com o filme e acabei virando atriz. Venho aqui quando posso. – Audrey estava emocionada. Janeth estava se abrindo para ela, sendo sincera. Janeth pegou sua mão e a guiou até a catedral. – Posso ir te explicando as coisas se quiser.
- Por favor. – Aceitou com um sorriso.
- Pra começar, dá pra reconhecer o estilo arquitetônico gótico de longe. Eles adoram a verticalidade e a grandiosidade. Por isso é tudo muito alto e grande. O mais legal é que isso tudo começou lá pelo século XI. É muito antigo e é isso que me atrai. – Audrey podia ver os olhos de Janeth brilhando. Observaram as arquivoltas* com esculturas simples, mas detalhadas. – Nós entramos na nave*. As catedrais góticas geralmente têm três naves, a ocidental, a oriental e a central. Isso no teto são abóbadas*. Aqui de dentro, a rosácea* fica mais linda. – Ela apontou um grande círculo colorido. Os vitrais são lindos em qualquer lugar. – Elas foram andando seguindo a nave central admirando as colunas e pararam no cruzeiro*. A claridade em parte vinha do clerestório*. Audrey estava maravilhada. Janeth deixou a ruiva apreciando a arte e foi procurar o arcebispo.
- Vossa santidade? – Chamou o senhor de idade avançada, mas saudável.
- Sim... Oh! Pequena Lews? – Indagou o homem santo.
- Senhor Strass. Há quanto tempo! Não sabia que o senhor ainda estava aqui. – Disse dando-lhe um abraço e depois um beijo em sua mão direita, em sinal de respeito.
- Minha criança, pensei que não viria mais visitar um velho conhecido. – Riu do próprio comentário. – O que a traz aqui?
- A saudade e também queria compartilhar este lugar com uma amiga.
- Amiga, tem certeza? – Ela o olhou em tom de reprovação. – Certo, certo, estamos na casa de Deus.
- Só vim mesmo te dar um abraço, temos que partir logo, ainda queremos chegar à Alemanha hoje.
- Tudo bem, minha filha. Vai com Deus. – E deu um beijo na testa da moça. – Mas ao menos me apresente sua amiga! – E Janeth o levou a Audrey e fez as apresentações. Já no carro:
- Não sabia que era católica, Jane. – Comentou Audrey contente por ter descoberto algo de sua amada...ops...amiga.
- Não sou. Apenas aprecio a arquitetura gótica. Gosto dalí porque uma vez me perdi dos meu pais e acabei entrando sem querer e acabei me encantando com o lugar. – Revelou. Audrey continuou a sorrir. Depois disso nada foi dito. Apenas Audrey dizendo onde sua amiga morava. Chegaram lá a noite. Janeth ficara espantada. A tal amiga de Audrey morava numa mansão sozinha! Pelo menos era o que parecia. A ruiva saiu do carro e tocou a campainha. Alguns minutos depois, a morena estava ao seu lado. A porta demorou um pouco para se abrir. Apareceu uma loira com cabelos até o meio das costas vestindo apenas um roupão.
- Audrey! – A Loura se espantara. – Que surpresa!
- Desculpa vir assim de repente, Lis. – A ruiva parecia envergonhada.
- Que isso! Vamos entrando amiga, é um prazer tê-la aqui. Aliás, tê-las. – Deu uma risada divertida. Mal entraram na sala entra uma mulher.
- Querida, quem era? – Disse uma mulher de longos cabelos negros, meio ondulados nas pontas, e pele muito clara. Vestia um roupão igual ao de Lis.
“O que significa isso?!!” pensou Audrey. Janeth apenas sorriu, sabendo o que a cena significava.
Capítulo 25 - Fim
Notas:
Arquivolta: percorrem um arco quebrado (ou de ogiva) e são decoradas por uma profusão de esculturas figurativas que se relacionam intimamente com os relatos em relevo do tímpano .
Nave: é o termo referente à ala central de uma igreja ou catedral onde se reunem os fiéis de modo a assistirem ao serviço religioso.
Abóbada: é uma cobertura côncava.
Rosácea: abertura circular onde um desenho geométrico de bandas de pedra (traceria) é preenchido com vidro colorido, vitral
Cruzeiro: O termo arquitectónico cruzeiro é utilizado para designar uma área das igrejas ou catedrais cristãs que apresentam uma planta em forma de cruz romana.
Clerestório: Em arquitectura clerestório é o nome que se dá à parte da parede de uma nave, iluminada naturalmente por um conjunto de janelas laterais do andar superior das igrejas medievais do estilo gótico. De uma forma geral, refere-se à fiada de janelas altas, dispostas sobre um telhado adjacente. O seu uso remonta às basílicas romanas.
Tirei todas as explicações do wikipedia XD
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