Dedico esse post a todas as mães do mundo! É um OS onde um garoto conta brevemente uma situação envolvendo sua mãe.
Classificação: Livre.
Gênero: Yuri,
Algo sobre minha mãe
Oi! Ahm, por onde eu começo?... Acho que
primeiro eu deveria me apresentar. Sou Julian e tenho 11 anos. O que eu vou
contar aconteceu quando eu tinha acabado de fazer 10 anos. Se você gosta de
romance, ótimo, porque estou para contar um bem peculiar. Se não, sinto muito,
não é a mim que você tem que ouvir. É sobre minha mãe e sobre a pessoa que ela
gosta.
Você deve tá se perguntando se essa pessoa
não é obviamente o meu pai. Na verdade, não. Meu pai largou minha mãe quando eu
era criança, por uma velhaca ricaça. E ele nem aparece mais pra me visitar.
Minha mãe se chama Sheila e ela é bem bonita, pelo menos eu acho. Cabelos
pretos e pele morena e pode-se dizer que ela tá inteira, ela mal começou na
casa dos trinta. Sempre diz que tinha muitos caras em cima dela quando era
adolescente. E um dia, depois de tocar nesse assunto, tia Trish comentou
baixinho comigo que já tinha sido louca pra 'dar uns pegas' na minha mãe. Era
óbvio o tom de brincadeira, mas fiquei com isso na cabeça.
Tia Trish é Patrícia, uma amiga da mamãe de
quando ela ainda era adolescente. Ela é mais alta um pouco que mamãe, com
cabelos meio louros e pele branca, mas queimadinha de sol. Adoro ela! A Trish
tem um bar super-famoso e ela sempre me deixa ficar lá até dar a hora em que
crianças não podem mais ficar em bares. Ela é casada com tia Flávia. Tia Flávia
é empresária e tá quase sempre viajando, mas dá pra ver que as duas se gostam.
Também gosto muito dela. Elas estão sempre lá em casa.
Na verdade lá em casa é sempre uma festa.
Sempre tem gente lá, seja cliente da mamãe ou amigos. Dona Sheila é fotografa.
Como é das boas, é sempre requisitada. Entre os amigos homens, tem o tio Eric,
tenho certeza de que ele é modelo. Ele é bem doidinho, mas adoro quando ele
joga vídeo game comigo. Ele sempre perde. Mas tia Trish é muito boa no
joystick. E ela sempre me dá jogo novo! E pensando nela, fui perguntar a mamãe
o que seria 'dar uns pegas' em alguém.
- Mãe, uma vez escutei
alguém dizendo que queria te 'dar uns pegas', como assim? - Perguntei sem dizer
quem era. Ia pegar mal, já que a tia Trish é casada.
- Quem te disse isso
querido? - Ela pareceu bem espantada, ou seria intrigada?
- Só escutei por aí, mãe...
- Bem, se ela não me respondesse, eu já fazia uma ideia do que era.
- Sei. Bem, de um modo mais
simples, seria beijar outra pessoa sem compromisso. Consensual, claro. Julian,
nunca force uma garota a fazer o que ela não quer. - Era isso! Eu sabia! E ela
sempre dando esses conselhos.
Comecei a pensar que seria
legal se a tia Trish fizesse isso com minha mãe. Ela tava precisando. Mas a tia
Flávia não ia gostar disso, tenho certeza. Se bem que tia Trish é bem doidona e
adora abraçar, agarrar, apertar e beijar minha mãe em muitos lugares. Reparei
mais nisso depois daquele comentário. E mamãe a deixava fazer tudo isso sem
reclamar, como ela geralmente faz. Às vezes ela até corresponde. Esses
agarramentos acontecem mais quando tia Flávia esta viajando, e aproveitando
essa brecha, usei minha inocência de criança e perguntei.
- Tia Trish você já beijou
minha mãe? - Ela ficou vermelha, já que estava abraçando mamãe. Que também ficou
sem graça.
- Não, pequeno Julian, nós
somos amigas. E além do mais, sua mãe não gosta desse tipo de coisa. - Até que
ela fugiu muito bem. Mamãe só ria. Ela nunca respondia essas coisas.
As coisas seguiam assim, nesse clima leve, descontraído,
até um dia em que fui passar a tarde no bar com a tia Trish. A Tia Flávia tinha
ido viajar. Lá pelas sete e meia, ela resolveu me levar de volta pra casa.
Quando minha mãe abriu a porta, estava muito pálida.
- Algum problema Sheila?!
Está passando mal? - Tia Trish ficou toda preocupada, e é claro que eu também
estava.
- Entra... - Entramos em
silencio até mamãe sentar na cadeira da cozinha. - Patrícia, melhor sentar. -
Era sério. Mamãe nunca chamava a tia pelo nome. - Acabou de passar na TV que o voo
em que a Flavia estava caiu no meio da floresta. Não houve nenhum sobrevivente.
- Eu entendi, mas não quis entender. Tia Trish ficou atônita, branca azeda
verde e depois começou a chorar. E todos nós choramos. Mamãe se levantou e a
abraçou. Eu fui logo em seguida.
Tia Flávia foi embora ontem
pela manha toda feliz porque ia conseguir um contrato importante, e agora ela
não voltaria mais. Ninguém mais vai ver seu sorriso legal, o jeito como ela
mexia no cabelo vermelho quando alguém a elogiava. Tia Trish nunca mais ia
poder tocar nela, sentir seu abraço, aquele beijo na bochecha que ela sempre
dava. Ela foi embora e não iria nunca mais voltar. Mamãe fechou o bar naquele
dia e nos que se seguiram.
Tia Trish ficou um tempo a
base de calmantes. Depois de um tempo, começou a voltar a cuidar do bar.
Continuou indo lá em casa, mas não era mais como antes. Não agarrava mais mamãe
e sempre perdia pra mim no vídeo game. Às vezes dormia no quarto de hospedes lá
de casa, mas eu me pegava pensando que ela podia dormir com mamãe, já que mamãe
também estava muito abatida. Ela nem me deixou ir ao enterro.
Seis meses se passaram assim. Tia Trish não
saia lá de casa, mas quase não encostava em minha mãe. E tenho certeza que dona
Sheila estava sentindo falta disso. Estava tudo se normalizando. Nós assistíamos
filmes sempre, uma de um lado do sofá e a outra do outro, eu ficava no meio. Aí
eu dormia e elas continuavam assistindo. Nesse dia, elas me colocaram na cama e
voltaram pro sofá. Logo acordei e voltei pra protestar, mas encontrei as duas
no meio de uma discussão. Elas estavam bem próximas.
- Não posso nem mais
encostar em você, é isso? - Minha mãe se exaltou, mas baixo pra não me acordar.
- Não é isso. Eu adoro
encostar em você. Mas eu ainda estou muito frágil. Pode ser que comece a
aflorar certos tipos de sentimentos por você. - Tia Trish estava quase se afastando.
- Por que disse ao Julian
que queria ficar comigo quando era adolescente? - Como ela sabia?
- Ele andou comentando isso
é? – Trish pareceu meio espantada.
- Não disse quem foi, mas
pela expressão só poderia ser você. - Nossa, mamãe conhece tão bem a tia Ttrish.
- É verdade.
- Então por que não pediu na
época?
- Por que sua amizade era
mais importante que uma ficada. E mesmo que você tivesse mandado todos os
sinais, eu não conseguiria dar em cima de você. Prezava demais sua amizade por
pô-la em risco para satisfazer um desejo carnal. E ainda prezo. Não quero fazer
nada que faça você se afastar de mim. - Acho que o tom dela era meio receoso.
-
Mas é exatamente isso que você esta fazendo. Você está se afastando de mim. A
Flávia pode não mais voltar, mas eu ainda estou aqui. Eu sei que você a amou
muito, ainda a ama, mas se continuar assim vai afastar todo mundo da sua vida.
Ficar trancafiada em casa e só sair para trabalhar não vai te ajudar a superar
isso. – Ser boa em dar sermão deve ser coisa de mãe.
-
Eu estou superando, mas também estou lutando para não deixar vir à tona
sentimentos muito antigos.
-
Mas está parecendo justamente o contrario! – Ai, o negocio está esquentando,
mas eu não quero sair daqui. Acho que elas vão se resolver agora! (Ah!
desculpe, sou estraga prazeres...) – Quer saber?! Chega! Não aguento mais! – E
mamãe foi pra cima da tia Trish e tascou o maior beijão nela. Tia Trish ficou
assustada, mas acho que correspondeu. Nesse momento, me deu uma vontade enorme
de espirrar. Se elas me pegassem ali, era castigo com certeza. Voltei
silenciosamente para o corredor, mas bem no meio dele...
- ATCHIM! – Em menos de
cinco segundos elas apareceram para me ver. Mesmo no escuro dava pra ver que
elas estavam bem vermelhas. – Que foi? Eu tava indo no banheiro. – Acho que
consegui disfarçar. Elas se olharam e aceitaram minha desculpa. Tive de voltar
pra cama, mas eu sabia que o que eu sempre quis tinha acabado de acontecer.
Logo no dia seguinte, as coisas tinham
voltado ao normal. Tia Trish parecia mais feliz, agarrava e apertava e tudo
mais a minha mãe, como antes. Duas semanas depois, mamãe disse que tinha uma
coisa para me contar, que poderia ser um tanto quanto estranho. Claro que eu já
sabia o que era. E abri um sorrisão.
-
Sua mãe está namorando. – Anunciou receosa.
-
Que ótimo, mãe! – Eu realmente estava gostando disso. – Quem?
-
A Patrícia... – Estava mais receosa ainda. Continuei com meu sorriso.
-
Legal! Por mim tudo bem.
-
Mas...
-
É sério, mãe. Só acho que agora a tia Trish pode parar de dormir no quarto de
hóspedes. – Ao dizer isso, dei um abraço e um beijo na bochecha de uma dona
Sheila espantada e saí para a escola. A tia Trish ia me levar de moto. Acho que
ela não sabia que mamãe tinha acabado de me contar. É bem diferente, não acham?
Fim
Ahah o dia da mae ca em Portugal foi a uma semana atras xD
ResponderExcluirnossa como eu amei essa fic *-*
Que belo momento para dar vontade de espirrar xD
Ta fofo *-*
Aha fiquei sabendo^^
ExcluirObrigada!
Viu? Também sei fazer coisas fofas! ;p
Pois ja estou a ver que sim ^^ isso faz com que eu seja ( mais ainda) sua fã *-*
ExcluirObrigada *.*
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