terça-feira, 7 de maio de 2013

[Original - Em capítulos] Foi engano | A estréia (7/8)


Eis a parte sete!!! A principio quando ainda estava escrevendo esse conto, eu planejava terminá-la mais ou menos neste capítulo. Mas as pessoas que liam na época imploraram para eu não terminar. Atendi seu desejo e rendeu mais uma parte.

Foi engano

A estréia

Catherine se arrumava quando o interfone tocou. Era Lúcia, seus pais a haviam levado de carro e combinaram de encontrá-la no local do evento. Assim que Catherine abriu a porta, Lúcia se espantou. "Ela é linda, mesmo só com roupas de baixo", pensou. Aquelas lingeries eram diferentes das que Catherine usava da última vez, trajava um conjunto de renda azul marinho que a deixava muito sexy. Lúcia chegara cedo. Com um beijo na testa, Catherine disse que Luci deixara um presente para Lúcia. Ainda de lingeries, foi até o quarto e trouxe de lá uma caixa verde-claro com um grande laço rosa. Ao abrir, Lúcia encontrou o vestido mais belo que já vira em toda a vida.
- Huahhhhhh! È lindo! - Seus olhos brilhavam como o de uma criança que acabara de ganhar um presente inesperado.
- É mesmo, o Luci tem um belo gosto para escolher vestidos. - Comentou Catherine.
- Você também ganhou um, Cat? - Lúcia estava curiosa.
- Sim. Já vou colocar. Pode me ajudar?
- Claro. E você me ajuda também, por que isso parece ser meio complicado de vestir. - Disse apontando para o vestido.
Ao chegar naquele conhecido quarto, Lúcia sentiu nele, mais forte do que nunca, o cheiro da amiga, o que a fez corar ligeiramente. Avistou em cima- Realmente o Luci sabe escolher vestidos. – Reafirmou Lúcia. – Ficou ótimo em você, Cat.
- É, ficou bom. – Concordou olhando-se no espelho. - Agora é a sua vez. – Completou Catherine virando-se para Lucia com um estranho brilho nos olhos.
- C...certo. – Disse Lúcia sentindo algo se mexer dentro do seu corpo.
Sentia-se nervosa por estar se trocando em frente a Catherine e não entendia isso, pois ela já explorara todo seu corpo. Na verdade não sabia nem por que deixara aquilo acontecer. O coração de Lúcia disparou de vez quando Catherine tocou em suas costas para fechar o vestido.
- Eu sabia que ficaria perfeito em você! – Exclamou Catherine.
- Como assim?! Você já o tinha visto?
- Bem... não resisti e acabei abrindo para ver como ele era. – confessou Catherine enrubescendo.
- Haahahahah!!!!!!
- Bom, chega de riso. Vou chamar o motorista para levar-nos a festa.
- hm... Já? – Perguntou Lúcia, espantada com o tom meio frio da última frase.
- Sim, já está na hora. Aliás, estamos atrasadas. – Informou Catherine.


Uma limusine branca parou a porta do famoso teatro Le Champ des Nacisses Noir, onde estava acontecendo a grande estréia do filme estrelado por Catherine Van der Walls e Lúcia Santos. Dela desceu as duas belas atrizes em seus vestidos bem encorpados. Faziam um contraste, uma com um verde-claro e a outra com preto-azulado. Lúcia estava radiante e não conseguia esconder sua felicidade. Já Catherine exibia um largo sorriso, para todos um sorriso de felicidade, para Lúcia dele emanava uma estranha energia gélida que cortava sua felicidade ao meio. Muitos flashes as cegavam, mas elas continuaram como se nada as incomodasse até o hall de entrada. Mal pisaram não salão e os repórteres as assediaram. Perguntas respondidas foram conversar com o resto dos convidados e dar entrevistas soltas. Agora Lúcia sentia na pele o que era a frieza com que Catherine tratava, inconscientemente, os outros, e estava frustrada sem saber o motivo. Catherine, apesar da frieza, não conseguia tirar os olhos de Lúcia. Discretamente ela olhava para onde sua amada ia, observava o que fazia e viu quando ela se separou de seus parentes e amigas que convidou e sorrateiramente dirigiu-se ao toilet. Então ela despistou um repórter que perguntava sobre Lúcia e foi até aquele estranho refúgio. Naquele luxuoso lugar não havia ninguém quando Catherine entrou. Lúcia estava no reservado para deficientes e se espantou ao ouvir a voz de Catherine lhe perguntando o que ela fazia ali.
- Eu não estou me sentido muito bem... – Mentiu.
- Mentira. Por que não quer me dizer a verdade?
- O quê?! Eu.... é..... eu não sei exatamente o que está acontecendo.
- Como não sabe?! – O tom se mantinha baixo, para que ninguém as escutasse.
- Eu não sei..... Não sei o que me incomoda.
- Deixa disso e voltemos para a festa.
- Não! E por que você está me tratando assim?
- Assim como?
- Você ta me tratando como se eu fosse qualquer outra pessoa que está aí. Friamente.
- Não estou te tratando assim. – Catherine parecia indignada.
- Se é assim, por que você não me toca? Por que você não me abraça? Por que você não me beija? – Desabou Lúcia demonstrando toda a sua frustração.
- É que eu não consigo.... Essa gente que se denomina repórter é muito cruel. Tenho medo de que eles possam fazer algum comentário desnecessário. – Respondeu virando-se para sair.
- Não! Não me importo com isso! – Disse Lúcia abraçando Catherine por traz, impedindo-a de sair. – Droga, eu quero seu afeto, só isso. Quero sentir o calor das suas mãos nas minhas e eu nem sei por que. Não me importa o que os outros falam.
- Lúcia.... eu...
- Eu estou nervosa e isso não vai ajudar. – E Catherine virou-se e abraçou Lúcia carinhosamente.
- Está tudo bem. Também estou nervosa. Agora se arrume, estarei lhe esperando na festa. Está bem? - Deu um beijo na testa de Lúcia e não esperou uma resposta para sair. Passou um tempo e Lúcia não voltara para a festa, então Catherine resolveu voltar ao toilet, que estranhamente continuava vazio. – O que você está fazendo que ainda não voltou, Lú....
- Não consigo.... – Lúcia fazia uma cara de choro.
- Relaxa. Vai dar tudo certo. Você vai v... – Antes que Catherine terminasse a frase, Lúcia a beijou fervorosamente de um jeito diferente. Todo o gelo que cobria o coração de Catherine naquele momento derreteu e o fez bater novamente, mais rápido que nunca.
- Agora relaxei... – Sem dizer mais nada, Lúcia saiu do toilet deixando Catherine sem ação.


Ninguém reparou no sumiço das duas, já que o filme contava com outros grandes nomes também. Um sinal tocou avisando o inicio da exibição. Catherine sentara-se ao lado de Lúcia e ficou segurando sua mão por todo o filme. Internamente ambas se acalmaram, pois a maioria daquelas cenas “quentes” foi colocada exatamente como o combinado. Ao término da sessão, Catherine continuou de mãos dadas com Lúcia, o que fez esta ficar surpresa e reconfortada.
Mal saíram da sala de exibição e novamente os repórteres vieram assediá-las. Fotografaram aquela meiga cena entre as duas principais atrizes do filme.
- Este filme surpreendeu a todos. O que a senhorita tem a dizer sobre isso? – Perguntou um repórter a Catherine, que continuava a segurar a mão de Lúcia.
- ... – Era a primeira vez que Catherine não sabia o que dizer.
- O filme foi feito com este intento. – Interrompeu Luci, salvando Catherine. – E o fato dele ter nomes conhecidos no elenco foi a fim de acentuar essa intenção.
- E por que escalar uma pessoa desconhecida para atuar ao lado da senhorita Van der Walls?- Era a pergunta que todos queriam fazer.
- Por ter uma atriz que está em alta no papel principal, precisávamos de uma atriz que não fosse conhecida para se ter um contraste.
- Pelo que consta a senhorita Santos nunca fizera um trabalho profissional. Como o senhor a descobriu? – As duas gelaram ao ouvir tal pergunta, temiam que o Luci fosse contar sobre elas.
- Uma vez fui a uma cidade do interior e vi uma peça de teatro de um grupo local e interessei-me pela atriz principal, a senhorita Lúcia. – Mentiu Luci.
- Com relação ao senhor Greg... – E as perguntas continuavam. Luci respondia naturalmente, muitas respostas eram para despistar os repórteres da verdade. Quando aquela chuva de questões acabou era hora de ir embora.

Lúcia sentiu segura durante aquele questionário, pois Catherine não soltara sua mão por nada. Definitivamente não conseguia se concentrar, pois a mão quente de sua amiga na dela a fazia esquecer tudo que estava em volta. Os parentes de Lúcia não repararam que sua filha estava um tanto quanto diferente, e isso era desde que voltara das gravações, principalmente quando estava perto da atriz que eles gostavam. Foram embora assim que a exibição terminara, deixando, sem ao menos pedir, Lúcia sob os cuidados de Catherine. Com relação ao filme nada disseram, demonstraram total indiferença sobre o tema do mesmo. Na volta, dentro da limusine branca, Catherine e Lúcia finalmente conversaram.
- Acho que eles não gostaram... – Disse Lúcia, quebrando o silencio.
- Relaxa. Só vamos saber o que ‘eles’ acharam do filme amanhã. – Disse Catherine tentando acalmar Lúcia.
- Será?.......
- Quando você quer saber se um filme é bom, você não olha na revista?
- ...
- Então. Não há motivo para nervosismo. – Depois disso só se escutou o silencio. Chegaram a residência de Catherine e o silencio insistia. Ele só foi quebrado novamente quando Catherine perguntou a Lúcia o que ela queria usar para dormir. Depois de aceitar uma camisola, deitou-se onde sempre deitava quando dormia lá, na cama ao lado de Catherine. Lúcia dormiu rápido, mas Catherine custou a pegar no sono e sempre acordava de tempos em tempos.

No meio do que restava da noite, Catherine levantou-se e foi tomar uma ducha fria, para ver se esquecia do que aconteceu na ultima vez que se viram. Lúcia sonhou com algo indesejável e acordara no meio da noite, para sua surpresa ouviu um som de chuveiro e o lugar de Catherine vazio. De repente, o som parou. Lúcia se desesperou, pensando no que poderia ter acontecido a Catherine. Levantou correndo e foi ao banheiro ver quem estava lá. Lúcia levou um susto ao ver Catherine se enrolando na toalha e ficou vermelha com o coração ligeiramente acelerado. Apesar do espanto, Catherine manteve a mesma expressão.
- Por que você não está dormindo? – Perguntou Catherine.
- Por que você está.....
- Não é da sua conta.
- De novo.
- o quê?
- Você me tratando desse jeito.
- De quê jeito?
- Desse jeito frio e insensível. E nós nem estamos em público.
- Quer saber, cansei. Cansei de você não me falando o que sente e ainda assim me beijando e querendo me tocar.
- Hmmmmmm – Lúcia ficou mais vermelha do que já estava.
- Você não fala nada?!
- Eu........ eu não sei o que eu sinto!!!!!!! Eu gosto de ficar perto de você. Gosto quando me tocas. Gosto de sentir você perto de mim.
- E..? só isso? Você sabe q eu te amo e ainda fica perto de mim. Isso é estranho. Desde o seu aniversário quase não consigo me controlar. – Catherine já estava seca.
- Me explica por que. Por que eu imaginei você e o Greg se beijando e consegui fazer a cena da banheira? – Lúcia começou a chorar.
- Você..... imaginou isso mesmo? – Catherine sentiu-se desmoronar.
- Eu não entendo... – Levou as mão ao rosto.
- Então você sente alguma coisa... – Disse Catherine gentilmente e a abraçou. Lúcia sentiu o cheiro do sabonete de Catherine que tanto gostava de sentir e num ato quase involuntário tentou beija-la. Mas Catherine a impediu antes que ela chegasse a seus lábios. – Vamos. Você precisa dormir para esfriar a cabeça.
Catherine a levou para cama e a cobriu. Depois foi colocar a sua roupa, no entanto não reparou que a que estava na cama a observava.
Lúcia acordou sentindo cheiro de comida. Catherine não estava ao seu lado. Decidiu levantar e ir até a cozinha, mas antes que pudesse sair da cama Catherine entrou no quarto com uma bandeja.
- Bom dia! Café da manhã no quarto. – ao dizer isso Catherine colocou gentilmente a bandeja em cima da cama.
- Bom dia... – Lúcia estava confusa. Não sabia o que fazer, mas aceitou o café que Catherine preparara com carinho.
- Coma tudo, está bem? Vamos ter um longo dia... – Disse Catherine num tom preocupado.
- Tudo bem. – Tomou o chocolate quente que estava a sua frente junto com as panquecas. – Que delícia!!!. – Catherine apenas sorriu e continuou a assistir sua amada a comer. Assim que Lúcia terminou, foi avisada de que sairiam dali a alguns minutos. Enquanto se trocava, percebeu que a eletricidade oscilava um pouco. Catherine e sua família possuíam muitos imóveis luxuosos, porém Catherine residia em um apartamento simples no centro da cidade, onde julgava ser um lugar tranquilo com relação a assédio de fãs. Realmente o centro de uma grande cidade era perfeito, as pessoas sempre andam com pressa, sem se preocupar com o outro que passa ao seu lado, não reparando no próximo.

Após trancar a porta, Catherine perguntou a Lúcia se ela não havia esquecido nada no apartamento. Obtendo resposta negativa elas caminharam tranquilamente até o elevador. Ambas estavam nervosas para saber como seria a partir daquele dia, pois aquele filme era tão intenso que foi capaz de mudar suas vidas. Catherine já tinha alguma ideia de como seria todo o tratamento, alguns a tratariam mal, outros bem, mas ela estava ciente de que essa febre causada pelo filme era curta e isso a deixava mais aliviada. A porta do elevador se abriu, mostrando um homem alto, de terno e cabelos lisos, aparentemente simpático a Lúcia. Ao entrarem sentiram a fragrância do homem. Houve uma singela troca de saudações e depois silencio. Assim que a porta se fechou, Catherine segurou a mão se Lúcia. Quando o elevador começou a se mover, ela apertou a mão com mais força. O homem desceu dois andares abaixo. A quatro andares do térreo o elevador parou e apagou. Catherine agarrou o braço de Lúcia e começou a tremer.
- Lú, diz que a luz já vai voltar. Por favor! – Disse Catherine começando a suar frio.
- Cat... S..Sim, a luz já vai voltar. – Respondeu Lúcia. Nesse instante, a fraca luz reserva acendeu. Isso era sinal de que a energia não voltaria tão cedo. – Desculpe, mas acho que vai demorar um pouco.
- Ahhhhhhhm.... – Gemeu. – Eu... acho que eu...v... – Antes que pudesse terminar, Catherine desmaiou. Lúcia a acolheu em seus braços e ficou a ouvir seus devaneios.
- Cat! – Exclamou preocupada.
- Hm... não...Por favor... – Naturalmente Lúcia percebeu que Catherine tinha claustrofobia, fobia a lugares fechados, e também fobia por lugares escuros. Esta começou a ter fragmentos de memórias já trancadas pelo coração, memórias que queria esquecer a todo custo. Era sempre a mesma cena, uma mulher, a quem chamava de mãe, e um homem, a quem chamava de pai, que sempre saiam para o que chamavam de trabalho deixando-a, ora sozinha, ora com uma empregada em uma grande casa, embora para ela parecesse um cubículo escuro, frio e úmido, sem dizer uma palavra afetuosa. – não... por favor.... não vão... Por que vocês me deixam aqui sozinha?.... – Lúcia escutava e observava, o pouco que conseguia, horrorizada. – Ahh... é por que vocês não me amam... Tudo bem... já estou acostumada....Ninguém me ama.... ninguém vai me amar.... ninguém.... nunca..... Eu estou só... – Ao ouvir isso Lúcia sentiu algo estranho.
- Cat, não diga isso....
- ninguém..... – E continuou a repetir incessantemente.
- Não. Pare de dizer essas coisas.
- Me...ama...
- Cat, pare, eu estou com você.
- Você (s)... não me Ama(m)....
- Cat, eu te amo, então pare, por favor. – Suplicou Lúcia com os olhos se enchendo de água.
- É mentira... só está dizendo isso... para me acalmar...Por que ninguém me ama... Só estão interessados... no meu dinheiro... no... status...
- Não! Não é verdade... – Protestou Lúcia, começando a chorar. – Eu te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo. Do fundo do meu coração. – Ao dizer isso, Lúcia abraçou Catherine, que já estava em seus braços.
- .... – Catherine tentou dizer algo, mas o som saiu abafado pela roupa de Lúcia.
- Não me interessa se você é famosa ou o que você tem, já te disse isso. Só me importo com você, importa a mim se está feliz ou o que está sentindo. Só isso. – Disse isso tentando olhar Catherine nos olhos, já que a penumbra era intensa. Acariciou o rosto daquela para quem se declarava em tom de desespero e a beijou ternamente.
- Lúcia... Não chore... Desculpe. – Disse Catherine após o beijo, parecendo ter recobrado a consciência. E secando as lágrimas da outra com os dedos.
- Cat... Eu... consegui... isso estava me matando... – Sussurrou Lúcia debulhando-se em lágrimas.
- Eu sei. – Concordou Catherine sentando lentamente, entre as pernas de Lúcia.
- Eu não sabia o que fazer. Mesmo com a sua declaração eu não conseguia... Eu só queria ficar perto de você... Sinto tanto por prolongar todo esse sofrimento... – Continuando a chorar.
- Tudo bem. Isso já passou, mas... – Catherine voltou a tremer. – Estou passando mal... tenho claustrofobia e não suporto o escuro em lugares pequenos...
- Calma, Cat. Relaxa. – Respondeu parando o choro gradativamente. Lúcia colocou umas das mãos na nuca de Catherine e sem pensar muito começou a beijá-la. Isso pareceu distrair Catherine o suficiente para esquecer todas as suas fobias. Involuntariamente a outra mão de Lúcia começou a acariciar algum lugar que fizera Catherine soltar um gemido. Catherine, por sua vez, começou a beijar carinhosamente o pescoço de Lúcia, que também soltou um gemido. No meio dessa demonstração de carinho a luz do elevador voltou e ele começou a se mexer. Apesar de não saber por quanto tempo ficaram presas lá, elas sabiam exatamente o que isso significava, dali a alguns instantes a porta se abriria. E foi exatamente isso que aconteceu. A porta se abriu e muitas pessoas vieram ver quem estava preso no elevador. Encontraram duas belas mulheres no chão, uma segurando a outra. – Por favor! Ajudem! Ela desmaiou já faz um tempo e não quer acordar! – Gritou Lúcia, chorando novamente. Elas eram realmente boas atrizes.


Fim da parte 7.

2 comentários:

  1. Omg aquele momento delas no elevador deixou me T-O-L-A xD
    Tao fofo *-* finalmente a lucia apercebeu se dos seus verdadeiros sentimentos *-*
    pergunto-me o que acontecera a seguir (?)
    Nao demores a postar o proximo cap pwese ^^

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  2. Obrigada! No proximo cap havera uma grande revelação heehe^^

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