Como fazer um filme sobre amor verdadeiro
No bar...
- Senhorita Lews, gostas dela, não é mesmo? – Perguntou com um sorriso. A outra desviou o olhar para Karen.
- ... É, gosto dela. – Mudou a expressão. – E não precisa ser tão formal! – E voltou à expressão anterior. – Está tão na cara assim?
- Está muito na cara! Não sei como ela ainda não percebeu. – Comentou com um sorriso. – Por que você não conta pra ela?
- É que ainda estamos gravando e acho que isso não fará bem ao ambiente de trabalho, já que acho que não tenho chances nenhuma. – Disse com uma expressão triste.
- Não diga isso, tenho certeza de que você é muito importante para ela. Não desista antes de tentar, ok? Pode ser só impressão minha, mas talvez ela goste de você dessa forma. – Comentou com um sorriso.
- Eu não sei... – Nesse momento, Janeth sentiu um puxão e em seguida, lábios. Ela conhecia aquele gosto, já o achara tentador. Mas agora sentia repulsa, nem se deu ao trabalho de corresponder. Antes que pudesse empurrar Baverlly para longe, sentiu outro puxão.
- O que você pensa que está fazendo?! Sua.... Sua... – Gritou Audrey furiosa. Todos pareciam chocados com a reação da ruiva.
- Olha como você fala! Mais respeito sua pirralha! – Continuou com a gritaria num tom desdenhoso. – Ela é minha! Sempre foi minha e sempre será!
- Não diga besteiras sua.. sua.. mocréia vadia, vaca, ordinária, piranha, vagabunda! – E continuou com palavras de baixo calão. – Você não pode fazer isso! Ela não é sua! – Enquanto isso Janeth tentava absorver o que estava acontecendo e, Lis e Karen seguravam-se para não caírem na gargalhada.
- Se ela não é minha, então não é sua também! Portanto faço o que quero!
- Você nunca mais toque na Janeth! Nunca mais! Porque... Porque... – Audrey hesitou. Baverlly deu uma risada desdenhosa. Sem nem pensar, Audrey socou a loura. O bar já estava paralisado com a cena, mas se espantou com tal ato. As duas se atracaram no chão da pista de dança. Era tapa pra cá, soco pra lá. De vez em quando um puxão de cabelo. Ao sair, finalmente, do transe, Janeth vai aparatar a briga. Segura Audrey pelos braços, enquanto Karen e Lis seguram Baverlly. Imediatamente, Janeth leva Audrey para fora do bar. Estava furiosa, Audrey nunca a vira assim. – Ai, ai, ai! Tá machucando meu braço!
- Está louca é? Por que fez aquele barraco lá dentro? – Perguntou com uma voz serenamente sombria. Que causou calafrios na ruiva.
- Porque... Porque... – Audrey começou a chorar. – Por que a beijou se disse que me amava? – Janeth arregalou os olhos. Como ela sabia disso? A não ser que...
- O que você disse? – Perguntou com uma voz tremula. Aquela pergunta desarmara totalmente a morena.
Capítulo 27 – Fim.
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